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7 melhores séries históricas para assistir

Quais são as melhores séries históricas? Com certeza, todo mundo possui uma que gosta mais que as outras. Na verdade, isso pode variar de vários fatores, inclusive sobre a forma como fomos criados e a nossa classe social.

Geralmente, uma produção voltada para o ramo história conta com suas ideologias. Quando se começa a estudar a disciplina, pode-se notar que nada é neutro.

Uma simples roupa, uma palavra ou qualquer coisa, pode dizer tudo sobre o que estava pensando o produtor no momento da criação, se é a favor de determinado ponto ou de outro.

E, é justamente por isso, que essas obras são especiais: elas não ajudam a “doutrinar”. Muito pelo contrário: são ideias para que cada um desenvolva o senso crítico: “Não concordo com isso que passou no filme, mas, quais são os meus argumentos para isso?”

É muito comum que alguns aspectos dos filmes e séries historiográficos tenham alterações em relação aos fatos (isso acontece porque o cinema cria coisas fictícias, não possuem a obrigação de seguir a realidade).

Enfim, vamos logo ao que nos interessa e ao que viemos abordar? Continue a leitura conosco para saber o que preparamos e quais são as nossas recomendações de melhores séries históricas.

1. Victória

Victoria é uma série de TV britânica que conta com 3 temporadas e cerca de 19 episódios. A duração média de cada capítulo é de 60 minutos. O enredo aborda sobre a rainha Victória que chegou ao trono com 18 anos e, durante toda a sua juventude, era intensamente apaixonada por Lorde Melbourne. Mas, nunca conseguiu ficar com ele e sua família fez com que se casasse com o Príncipe Alberto, com quem teve uma filha.

A história da rainha transborda pelas lutas de poder, pelo desejo proibido, pelos conflitos da monarquia e as suas tentativas de ajudar o esposo a encontrar o sucesso que tanto esperava.

Na terceira temporada, consegue-se aprender ainda mais de história quando se aborda sobre a Grande Exposição de 1851 e os contextos políticos da França naquela época.

A segunda temporada terminou de ir ao ar em 15 de outubro de 2017, a terceira veio logo depois. Não existem informações concretas se ela deve continuar ou se irá parar de ser produzida – visto que está há alguns anos sem lançamento.

Essa é uma série recomendada para quem gosta de estudar a história da França e, ao mesmo tempo, não quer abrir mão do romance de época.

2. Império Otomano

O Império Otomano foi um dos maiores impérios que já surgiu na história. Nos seis episódios lançados pela Netflix em 24 de janeiro de 2020, aborda-se mais sobre como ocorreu a ascensão daqueles povos orientais e o que ajudou (ou possibilitou) para que ocorresse. Durante o século XI, os Otomanos iniciaram suas atividades expansionistas e de conquistas de terras, o que, mais tarde, iria ocasionar na conquista de Constantinopla dos Bizantinos.

Tudo teria começado em 1453 quando o imperador Constantino começou a ter alguns conflitos com o sultão que hoje é conhecido como Maomé. Ambos entraram em campos de influência para conquistarem as terras que até então eram de Roma – inclusive, Roma vem sendo uma das principais inspirações para produções cinematográficas.

Na série Ascensão: Império Otomano, Maomé consegue tomar o poder de Roma com apenas 13 anos. Desde novo, sempre foi educado para as guerras.

Está entre as melhores séries históricas porque permite aprender de forma prática através de filmes. Sem contar ainda que conta com um ótimo gráfico e qualidade de vídeo.

3. Roman Empire: Reign of Blood

Roman Empire: Reign of Blood (Império Romano) é uma série que estreou na Netflix no ano de 2016 e tem como objetivo reunir uma série de estudos sobre Roma que foram produzidos no norte da América. Com uma série de estilo documentário, a plataforma de streaming desenvolveu três temporadas com 16 episódios.

Um dos principais destaques é o imperador Comodo que viveu entre os anos de 180 e 192. No ano de 192 depois de Cristo, ele foi assassinado após uma série de conflitos políticos, o que iria desencadear no fim da dinastia nerva-antonina.

Ele ficou conhecido por ser um homem insano. Mas, por quê? Justamente porque no ano de 182 d.C ele imaginou que sua irmã Lucila estava planejando o matar. E, por isso, decidiu se vingar ao matar ela antes que tentassem algo contra ele. Durante muito tempo, o mesmo tentou fazer com que tivesse mais apoio da população ao promover alguns deuses como Deus Júpiter.

Em algumas épocas, ele estava obcecado por Zeus e usava as mesmas roupas, também criava uma série de combates contra grandes gladiadores.

Assim como a recomendação anterior, essa é uma alternativa para aqueles que gostam de guerras e conflitos socioterritoriais mas que, ao mesmo tempo, já estão cansados de ouvir falar apenas de Júlio César.

4. Narcos

Narcos é uma série destinada para as pessoas que possuem interesse em saber mais sobre como funcionava o mundo do tráfico de drogas enquanto Pablo Escobar ainda era vivo: o homem tinha tanto dinheiro, que precisava enterrar uma parte dele e, mesmo dando aos pobres, não conseguia acabar com o excesso.

Nascido em 1949, ele foi morto no dia 2 de dezembro de 1993 após uma série de perseguições de grandes líderes políticos dos Estados Unidos. O colombiano estava exportando drogas da Colômbia para todo o mundo.

Depois que o homem foi morto, sua esposa teve que fugir com os filhos. Ela se refugiou na Argentina e trocou de nome para que não fosse conhecida.

Hoje em dia, ela presta depoimentos e aborda sobre as experiências de vida que teve ao lado de um dos homens mais ricos do mundo naquela época: em entrevista para a mídia brasileira, argumenta que sofria violência, estupros maritais e o marido estava sempre a negócios, nunca tinha tempo para a família. Inclusive, reclama que quando foi ter o filho do casal, ele sequer foi ao hospital.

Por conter cenas de violência explícita, não é indicado para as pessoas mais sensíveis.

Ao todo, são 30 episódios com a duração média de 50 minutos, eles foram distribuídos em 3 temporadas.

5. Outlander

Outlander conta com 5 temporadas e 67 episódios com a duração média de 50 minutos cada. O enredo se baseia na vida de Claire, uma enfermeira na Segunda Guerra Mundial, que sai dos conflitos do campo e volta a ver o marido depois de anos. Para recuperar o tempo que perderam juntos, decidem que iriam viajar.

No entanto, nesta viagem, Claire acaba encontrando um buraco que leva para outro tempo. Então, ela é transportada para a Escócia de 1743. Lá, muito tempo antes da Guerra, a protagonista conhece um outro homem e se apaixona por ele.

Então, começa a se sentir completamente dividida entre o seu esposo e a fidelidade que ambos prometeram ao juntar a união ou entre o homem que acabou de conhecer.

A partir de Outlander, é possível conhecer um pouco mais sobre a história da Europa, principalmente dos acontecimentos da Guerra que foi de 1939 até 1945 e também durante a Escócia no século XVIII.

Um dos aspectos que mais chamam a atenção é que a série é baseada em uma gama de misticismos e religiosidade, inclusive com Bruxas.

6. Spartacus

A história de Roma é marcada por uma série de acontecimentos diferentes. Roma antiga conta com três divisões gerais sendo a Monarquia (quando o senado já existia, mas em menor quantidade de influência), República (quando a escravidão começou a se tornar uma fonte de economia, Roma passou a ter mais características expancionistas) e Império (que é um dos períodos mais estudados devido às expanções e guerras).

Muita gente assiste Spartacus sem saber sobre o real contexto daquela época: ele realmente existiu e foi um escravo romano que se revoltou contra a República. O seu objetivo era fazer com que os patrícios e plebeus libertassem todos os escravos. Na vida real, ele foi morto após levantar as revoltas.

Como dito anteriormente, a escravidão começou a se tornar tão comum, que virou uma forma de manter a economia. E, a escravidão não era realizada da mesma forma como aconteceu no Brasil durante a Colonização, por exemplo. Veja, abaixo, alguns exemplos e características:

  • Durante a República, é estimado que o número de senadores tenha duplicado, a maioria vivia no ócio com o dinheiro público. O dinheiro público também era desviado para pagar uma grande parte de soldados, que conquistaram terras para Roma.
  • Devido a essa quantidade de verba desviada, os impostos aumentaram. Dessa forma, os patrícios e plebeus pagavam mais. Os escravos, no entanto, queriam parar de trabalhar para esses dois grupos (cada plebeu tinha uma média de 1 a 3 escravos). Mas, eles somente seriam soltos com a permissão do dono.
  • Como uma forma de garantir os direitos para todos, Spartacus levantou revoltas para liberação dos escravos.
  • A escravidão era realizada a todos os povos que eram conquistados, independe se eram ricos e não levavam em conta a cor da pele (fonte: Joly, historiador formado pela USP).

7. The Crown

The Crown é uma produção exclusiva da Netflix e tem como objetivo falar sobre toda a trajetória da Rainha Elizabeth II desde que é jovem, seu casamento, as alianças da monarquia e muitos outros aspectos. Como protagonista da série, temos a atriz Claire Foy, que representa a rainha. Até o momento, foram 40 episódios distribuídos em 4 temporadas que contam com a duração entre 40 e 60 minutos.

Outras figuras importantes que também aparecem na produção da Netflix são Philip, Duque de Edimburgo, Princesa Margaret, Príncipe Charles, todos tiveram grande participação na história de uma das mulheres mais conhecidas do mundo.

A última temporada, que é a quarta (e ainda está longe de acabar), aborda sobre o contexto da década de 70 e 80, quando a rainha reconheceu Margaret Thatcher, ministra britânica. Neste mesmo contexto, ocorre o casamento de seu filho com a lady Diana, que mais tarde viria a lutar contra a AIDS e a incentivar projetos para o desenvolvimento de uma cura – que até então, uma grande parcela da população acreditava que vinha somente de homossexuais. Mas, descobriu-se que o gênero e atração sexual não tinha relação alguma com a transmissão.

Conclusões sobre melhores séries históricas

Vale salientar que assistir filmes e séries de história pode ser uma boa forma de aprender o conteúdo. No entanto, as leituras e pesquisas acadêmicas não devem ser excluídas. Isso porque, nem sempre o cinema passa o que realmente aconteceu, os objetivos são outros e não sempre de passar a realidade.

Um exemplo mais claro disso é o filme Quo Vadis que aborda sobre o imperador de Roma, Nero. Nele, Nero aparece como culpado de colocar fogo no império e como uma pessoa que odeia os pobres.

No entanto, pesquisas atuais mostram que houveram alguns equívocos nesta interpretação e que o imperador sequer estava em Roma quando aconteceu o início do fogo.

Antes de acreditar em qualquer cena, consulte pesquisas de historiadores (e jornalista não é historiador). Desenvolva, antes de tudo, o senso crítico. 

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