platao Biografia de Platão: (428 a.C - 348 a.C)

Qual a biografia de Platão? O que ele fez? Quem era? Neste artigo, iremos responder essas e outras perguntas aos leitores que estão se interessando pelo ramo da filosofia grega e seus surgimentos.

Platão é um dos apelidos dados à Arístocles, que nasceu em Atenas no ano de 428 a.c e morreu em 348 a.c.

Ele foi um filósofo grego que realizou algumas contribuições importantes para a política e também conceitos relacionados ao mundo das ideias, amor e relações humanas (sobre, por exemplo, como surgiram as sociedades).

Sua obra mais conhecida nos dias atuais é chamada de República. Mas, as outras são tão importantes quanto, como é o caso de Fédon.

Fatos rápidos sobre Platão

Nome:Arístocles
Tempo de vida:428 a.C – 348 a.C
Principal obra:A República
Temas abordados:Tipos de governo, política, amor, relacionamentos humanos

Resumo de sua vida

O filósofo grego contava com uma série de ideias e de conceitos políticos que foram abordados durante as suas obras. A mais comum delas é a República que fala sobre quais são os conceitos de justiça e, no capítulo sete, aborda sobre o que seria o mito da caverna. Mais ou menos no ano de 409 ac, Platão teria lutado na Guerra do Peloponeso, onde Espartanos lutavam contra Atenas.

Justamente pela derrota dos atenienses e a vitória dos espartanos, que houve o período da Tirania dos 30, quando a democracia que vinha sendo conquistada pelo povo passou por momentos de instabilidade. Tudo isso reflete nas obras do filósofo, que também aborda sobre os estilos de governo e de administração em suas principais obras.

Um dos filósofos que também estudamos atualmente que teve algumas inspirações de criação em Platão foi Aristóteles. No entanto, Aristóteles, apesar de o seguir, ainda faz algumas críticas sobre conceitos que são apresentados em obras como A República.

Existem poucas informações concretas sobre a família dele. Mas, sabe-se que a mãe era chamada de Perictíone e que vinha de um pequeno grupo de oligarcas. Naquela época, as famílias mais ricas viviam do ócio, tinham escravos. Então, é estimado que o mesmo tenha acontecido com Platão, fazendo assim com que ele tivesse tempo para se dedicar ainda mais para as áreas da filosofia.

Em Roma, local trocavam conhecimentos com os gregos, tinham uma visão semelhante em relação ao ócio: era algo digno trabalhar como senador ou político (tanto que o número de senadores duplicou durante a República), os trabalhos braçais eram vistos com negatividade. 

Diferente de hoje em dia, que os cientistas costumam focar apenas em áreas específicas (ciências exatas, ciências humanas ou biológicas), naquela época, dava-se atenção para todos os campos e era importante dominar os conceitos gerais sobre o mundo.

Um pouco mais sobre a biografia de Platão pôde ser descoberto a partir do estudo de muitas outras obras, textos e relatos antigos. Como é o caso de Diógenes Laércio que, em um de seus textos, aborda tanto sobre o filósofo quanto de Sócrates, que é conhecido por não ter deixado nada escrito e que, inclusive, muitos acreditam que sequer tenha existido e foi uma invenção platônica.

Principais obras

Como já dito anteriormente, a principal obra dele se chama A República, que é dividida em dez capítulos (algumas edições chegam a 14). Nela, o filósofo grego aborda sobre os estilos de governo, o que é justiça e como isso tudo estaria relacionado à busca pelo conhecimento.

Mas, vale salientar que essa não é a única obra que já foi produzida por ele. Outra que ganha destaque nos estudos clássicos é Fédon e o Banquete, que tratam de temas semelhantes mas também abordam sobre a possibilidade de um Deus divino, o mundo das ideias e também o amor.

Para ele, o homem filósofo não pode ter medo da morte porque é somente através dela que conseguiria chegar ao ápice do conhecimento, que o corpo físico causaria a limitação. Deixando claro, assim, que defende a ideia de algo metafísico ou divino.

De acordo com os seus textos produzidos, o melhor administrador para o governo deveria ser um filósofo aristocrata, que já foi criado para ser rei ou para mandar. Porque, segundo sua teoria, o filósofo não teria interesses em prevalecer o físico, seu único objetivo seria ser uma pessoa justa com os outros.

Veja, abaixo, quais são as principais obras: 

  • A República
  • O Banquete
  • Fédon
  • Apologia de Sócrates
  • Mênom

Mito da Caverna: o que é?

O Mito da Caverna foi uma teoria desenvolvida pelo filósofo que fala sobre a busca constante pelo conhecimento. De acordo com ele, existem muitas pessoas presas em algemas dentro de cavernas. Então, essas pessoas estão sempre acostumadas a ver a escuridão e as sombras que são feitas nas paredes.

Certo dia, um dos membros consegue se soltar e sai para a rua. O sol bate em seu rosto, seus olhos ardem. Ele sente dor por agora, depois de tantos anos, poder reconhecer a verdade.

O mundo não era somente aquilo que pensavam ser, existia muito mais por trás das sombras.

Então, esse mesmo homem que fugiu da caverna, decide que irá voltar para ajudar os seus outros colegas a se emanciparem também. Ele quer que os outros também conheçam o caminho da verdade.

Mas, ao chegar na caverna, os grupos de pessoas que sempre viveram lá dentro, chamaram-o de mentiroso e o mataram por estar tentando desvirtuar a população. O povo queria apenas acreditar de forma limitada, não estavam dispostos a ver o que realmente estava acontecendo lá fora.

Essa é uma forma que Platão encontrou para criticar a sociedade que está presa dentro de sua bolha e se revolta contra as pessoas que pensam diferente. “Só eu que estou certo, o outro que discorda de mim está errado!”

Com o uso da internet, esse modo de pensar individualizado se tornou cada vez mais comum. As pessoas somente adicionam os outros que pensam como elas. Quando alguém de opinião política contrária começa a se manifestar, excluem.

Conceito de justiça

No início da obra “A República”, o filósofo grego começa abordando sobre os conceitos de justiça e sobre o que ela se trata. De acordo com seu diálogo, não basta apenas parecer justo, como também é necessário o ser na prática.

E, além disso, ela pode ser considerada como dar a cada pessoa o que ela merece, o que nasceu para fazer e não necessariamente o que era dela. Como exemplo, ele cita um homem que dá uma arma a um amigo para guardar. Então, esse homem em estado de loucura e à beira do suicídio a pede de volta. Não seria um ato de justiça do amigo devolver o objeto, mesmo que seja o dono que está fazendo a solicitação.

Platão relaciona o conceito de justiça com o mito da caverna, que foi abordado anteriormente. Segundo ele, em uma sociedade que é completamente justa e dá ao povo o que ele merece, nenhuma pessoa ficaria presa em suas amarras, todos poderiam voltar a ser livres.

A justiça, por fim, não deve ser vista apenas como se fosse o interesse do mais forte. Como argumento, a obra cita um médico: o médico não pode receitar um remédio ou medicamento que seja apenas de seu interesse, o que lhe der vontade, tem que receitar algo que possa realmente curar o paciente. E, neste caso, isso provaria que a justiça também tem relações com os mais fracos e com os seus interesses.

Formas de governo

Outro ponto que deve ser estudado por quem deseja conhecer mais sobre o Platão é em relação às formas de governo que deveriam existir que, de acordo com ele, podem variar de acordo com as características dos povos.

De acordo com ele, existiam três formas gerais que, em seu ápice da tirania, poderiam chegar a mais três.

A primeira era a democracia, que poderia degenerar a anarquia. Vale salientar que, na época, a democracia tinha um conceito diferente do que temos atualmente: hoje em dia, democracia é quando todos podem votar, mas, antigamente, apenas os mais ricos tinham esse poder de voto. Mulheres, escravos e estrangeiros não poderiam opinar sobre política.

A segunda era a aristocracia. De forma sintetizada, ela se trata somente dos mais ricos que estão no poder. Ou seja, apenas famílias foram criadas para governar e administrar, que tiveram educação especial para isso. O seu desvio, neste caso, poderia ser a oligarquia, que ocorre quando apenas os mais fortes governam para os seus próprios interesses sem olhar os outros grupos. Em suma, a aristocracia seria o governo dos melhores para os mais fracos. Já a oligarquia, o governo dos melhores para os melhores.

Por fim, também podemos citar a Monarquia que poderia degenerar em uma anarquia. Neste caso, teriam um rei que seria o responsável por governar. Mas, quando ele e sua família começam a olhar apenas para um grupo específico enquanto tira dos mais pobres, poderia ocasionar uma pura tirania.

Filósofos que se inspiraram em Platão

Existem alguns filósofos que se inspiraram em Platão para criar as teorias, como é o caso de Aristóteles, que é o mais famoso e que ficou conhecido por dizer que o homem é um animal político porque vive em uma pólis. Em sua obra, a Política, ele realiza uma síntese dos tipos de governos, da vida familiar e sobre o que seria a escravidão natural (quando um nasceu para mandar e o outro nasceu com o objetivo de obedecer).

Existe um artigo interessante que foi publicado pelo portal UECE, que tenta abordar um pouco mais sobre as semelhanças também de Descartes, um filósofo moderno que criou o método geral para a obtenção do conhecimento e Platão. O filósofo Platão teria levantado muitas questões importantes em nossa modernidade e que temos até os dias atuais.

Para acessar o artigo, basta usar o link https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/6492.

Amor platônico

Outro ponto importante que devemos falar sobre o filósofo é sobre o amor platônico: em suas obras, separa o que deveria ser esse tipo de amor e como ele funciona. De acordo com o filósofo grego, seria uma amizade ou relação sem interesse. Sem interesse corporal, sem interesse financeiro. Apenas por gostar de estar com a pessoa e de trocar conhecimentos com ela.

Esse, então, poderia ser o amor ideal para toda a vida.

O que vai contra o pensamento de Nietzsche que argumenta em suas obras que o amor seria o interesse e que olhamos para o outro justamente pensando que ele é nosso espelho. Por isso, gostamos do nosso desejo (que vemos no outro) e não do desejado (que é o próprio outro).

No decorrer da história, muitos conceitos diferentes foram sendo criados sobre o que seria o amor. Alguns filósofos, no entanto, sequer acreditavam nele ou tinham conceitos negativos. E, vale salientar, que o pensamento sobre determinado pensador sobre o assunto, é tão importante para entender suas teorias quanto compreender quais são as suas ideias de política, sociedade e conhecimento.

E como funcionava o pensamento de seu seguir, Aristóteles?

Dependendo do tradutor, o livro pode ser dividido de diversos modos, no livro usado, são divididos em 8 partes. Na obra, o autor começa a se aprofundar em temas relacionados à política e à constituição de uma cidade. 

Na obra são abordados divergentes temas, aqueles que serão citados são: 

1- Definição e origem do estado. 

2- Sobre a escravidão. 

3- Da vida familiar, do cidadão e do estado. 

4- As diferentes formas de governos e divisões. 

As cidades geralmente se formam a partir da união de várias famílias com interesses em comum. Analisando de modo mais profundo: As pessoas formam famílias, essas famílias se unem e formam aldeias (komé). Por determinado motivo em comum, essas aldeias se juntam e formam a pólis/cidade.

O homem é um ser político no sentido de viver na pólis e tomar decisões que podem contribuir para seu crescimento. Aristóteles argumenta que o homem sem formar a cidade (que é algo natural de ocorrer) seria algo vil e sem virtude, como se pudesse ser comparado a alguma outra coisa e não um ser humano.  É como se o homem precisasse naturalmente da cidade para possuir virtudes. 

O autor separa uma parte de seus escritos para discorrer sobre a escravidão, que, resumidamente existem dois tipos: A natural e aquela que se origina de guerras. A natural retrata o fato de que naturalmente pessoas nascem com o dom para comandar e outras para obedecer, como se isso não ocorresse, nada aconteceria pois não há como todos mandarem se não há quem obedeça, não há como todos obedecerem se todos mandam. Na escravidão de guerra, muitas pessoas não acham que podem se tornar escravas pois a guerra pode não ter sido justa e/ou seu sangue é nobre. 

  •  Na vida familiar, o homem tem como objetivo comandar todo o resto. A relação do homem com a natureza é permanente: A virtude da mulher faz com que ela obedeça enquanto a do homem faz com que ele comande. A relação do pai com o filho não é permanente pois os filhos crescem e não vivem sob sua tutela. Não podemos dizer que os escravos não possuem virtudes, pois, caso isso ocorresse, eles não saberiam obedecer (quem comanda e quem obedece possui virtudes). Assim como os escravos e as mulheres, as crianças possuem uma espécie de virtude incompleta. 
  •  Assim como na obra Ética a Nicômaco, as virtudes são trabalhadas em seu livro Política.  As cidades possuem diversas formas de governo, sendo que as constituições devem ser formadas de acordo com as características de determinado lugar: De nada adianta o povo formar uma constituição democrática se eles possuem caráter inclinado para a oligarquia. Abaixo, está citado as principais formas de governo juntamente com suas