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Biografia Marie Curie

Marie Curie 2 Biografia Marie Curie
Via Wikipédia

Marie Curie é uma das personagens mais importantes que já existiram dentro do campo da ciência, e conseguiu deixar seu nome marcado na história como uma das mulheres mais influentes de todos os tempos.

Seu legado dentro da física e também da química, com seus estudos sobre a radioatividade, que ela mesmo nomeou com esse termo, bem como também a descoberta de alguns elementos químicos, cujo conhecimento viria a ser de extrema importância para o mundo moderno, são realmente indiscutíveis.

Por seus trabalhos, Marie Curie foi agraciada não apenas uma vez, mas sim duas vezes como Prêmio Nobel, um feito único para as mulheres, que até hoje não foi igualado, principalmente quando se leva em consideração que não foram prêmios no mesmo campo de estudo, o que a torna a única pessoa a fazer isso.

Outro ponto super importante sobre a vida de Marie Curie é a atuação familiar como um todo, onde não apenas ela, mas seu marido e sua filha se dedicaram ao estudo sobre a radioatividade, ganhando ao todo cinco prêmios Nobel, um feito ainda mais inigualável.

Com isso, se deseja entender mais profundamente os principais pontos da história dessa importante mulher e cientista, é exatamente sobre isso que tratamos nesse artigo. Então, basta dar continuidade a leitura do texto. Boa leitura!

Fatos Rápidos sobre a vida de Marie Curie

NomeMarie Sklodowska Curie (Marie Curie)
GêneroFeminino
Famoso comoFísica e Química
NacionalidadePolonesa (mas se naturalizou francesa)
Signo do zodíacoEscorpião
Nascimento7 de novembro de 1867
Falecimento4 de julho de 1934
Conhecido por descobrirOs elementos: Polônio e o Rádio
MaridoPierre Curie
FilhosÈve Curie
Irène Joliot Curie

Quem é Marie Curie?

Marie Curie, juntamente com sua família, dedicou sua vida ao estudo sobre a radioatividade, e também sobre suas aplicações práticas, principalmente ligada a área da saúde, que realmente foi e ainda é bastante impactada por suas descobertas.

De um modo mais explicativo, seu objetivo era descobrir e isolar alguns isótopos de elementos químicos, a fim de entender melhor sobre seu funcionamento, e sobre sua radioatividade.

Sua garra a fez ter bastante êxito em seu objetivo, conseguindo descobrir não apenas um, mas dois elementos químicos, o Polônio e o Rádio, sendo o Rádio um elemento fundamental dentro de diversas aplicações atuais, ligados a área da saúde, por exemplo.

Um ponto bem interessante sobre a vida de Marie Curie, também, é que ela foi contemporânea de outro importante cientista, que contribuiu significativamente para o desenvolvimento do mundo moderno, que foi o físico teórico alemão, Albert Einstein.

Como foi a infância de Marie Curie?

Marie Curie nasceu na Polônia, no dia 7 de novembro de 1867, e foi nesse país onde ela cresceu e conseguiu desenvolver seu gosto pela ciência, tendo uma forte ligação sentimental com o território até o último dia de sua vida. Para ser mais preciso, ela nasceu na cidade de Varsóvia, que é a capital polonesa, mas, mesmo sendo a maior cidade do país, não conseguiu oferecer uma boa base para seu desenvolvimento.

Vale lembrar ainda, que nesse período, esse era um território dominado pelo império russo, não sendo ainda um país independente. E esse fato teve um impacto significativo na vida de Marie Curie, uma vez que sua família acabou perdendo tudo o que tinha, por ser apoiador dos movimentos libertários da Polônia.

De todo modo, seus pais, Wladyslaw e Bronisława Skłodowski, que eram professores, buscaram oferecer o melhor para seus filhos, que, contando com Marie Curie, eram cinco. No entanto, eram uma família pobre, sem muitas condições educacionais avançadas para oferecer.

De todo modo, Marie Curie e suas irmãs conseguiram ter acesso ao estudo básico, encontrando alguns anos mais tarde o empecilho de não conseguirem entrar em uma universidade, já que mulheres não eram aceitas em escolas superiores do país.

A solução inicial foi buscar um tipo de universidade clandestina, que permitia estudantes do sexo feminino, tendo estudo sobre química até por volta de 1890, período em que se preparava financeiramente para seguir para Paris, capital francesa, onde finalmente conseguiria entrar em uma universidade de fato.

De 1891 a 1893, Marie Curie formou-se em física na Universidade de Paris, e depois em química, pela mesma instituição, apenas um ano mais tarde. Nesse período, ela passou realmente muitas necessidades, mas conseguiu concluir seu objetivo de conseguir um diploma.

Marie Curie: marido e filhos

Apesar de ter seguido para a França, o objetivo de Marie Curie era voltar para a Polônia, tão logo conseguisse seu diploma de ensino superior. No entanto, assim que o concluiu, ainda trabalhou alguns meses no país, em um estudo sobre o magnetismo, onde conheceu aquele que viria a ser seu marido, Pierre Curie.

Ele trabalhava como instrutor em uma universidade, justamente nas áreas de física e química, e após serem apresentados, começaram a desenvolver um grande amor, que era moldado também por seus interesses na ciência, chegando ao ponto de Pierre pedí-la em casamento.

Infelizmente, Marie não pôde aceitar, já que não queria viver na França, e ainda em 1994, voltou para seu país natal. Sua desilusão, porém, se deu início quando não conseguiu trabalho na universidade que desejava, novamente devido ao seu gênero, sendo convencida a voltar de vez para a França por Pierre, com quem se casou em 1995.

Juntos, além de desenvolverem um trabalho brilhante nos anos futuros, ainda tiveram duas filhas, Ève Curie e Irène Joliot Curie, sendo que uma delas ainda teve um papel fundamental na importância da família.

Qual é a formação de Marie Curie?

Como já mencionado, dentro da Polônia, Marie Curie não conseguiu se desenvolver tanto. E tudo o que conseguiu aprender não foi graças ao país em si, mas sim devido ao seu próprio interesse, e constantes estudos que fazia de forma mais independente, sempre lendo bastante sobre conteúdos diversos.

Além do mais, as mulheres não podiam frequentar o ensino superior dentro do país, o que a obrigou a seguir para a França, onde finalmente pôde frequentar uma escola universitária.

De uma forma geral, ela possui dois diplomas, um de física e outro de química, ambos pela Universidade de Paris, tendo conseguido nos anos de 1893 e 1894, respectivamente. Aliás, foi justamente nessas duas áreas onde ela realmente conseguiu todo o merecido destaque, e onde construiu seu legado científico.

Quais foram os elementos que Marie Curie descobriu?

Os estudos de Marie Curie sobre a radioatividade foram baseados na descoberta de outros dois grandes cientistas, Roentgen, realizou a descoberta dos chamados raio x, e também de Henri Becquerel, sobre a presença de raios semelhantes no urânio.

Desse ponto, então, ela começou a estudar mais profundamente o próprio Urânio, e chegou a descobrir que o Tório também possuia efeitos similares. Utilizando um dispositivo de medição elétrica inventado por Pierre, Marie Curie observou a criação de campos elétricos sobre o elemento, e também a ampliação desses efeitos em alguns minérios ricos em Urânio, no caso a calcolita e a pechblenda.

Dessa forma, isso deixava a suposição de que algo ainda mais forte que o próprio Urânio estava presente nesses minerais, começando então a tentar descobrir quais eram esses elementos.

Vale lembrar que toda essa parte inicial de pesquisa, Marie Curie começou sozinha, sendo ela realmente a grande mente por trás do projeto, e apenas alguns anos depois, mas precisamente em 1898, foi que Pierre começou a se dedicar à pesquisa. Antes ele continuava lecionando na universidade.

Em seus estudos, eles conseguiram descobrir os dois novos elementos químicos já mencionados, que são o Polônio e o Rádio. Aqui, é possível notar a ligação de Marie Curie com seu país natal, homenageando-o com sua descoberta, e dando nome a um elemento.

Após a descoberta, o objetivo agora era isolar esses elementos, uma tarefa realmente complicada, mas continuaram seus estudos arduamente. Com isso, chegaram a publicar mais de 30 artigos científicos até 1902.

Um ponto interessante, porém, é que, embora tenham descoberto o Rádio, eles não chegaram a patentear sua descoberta, e com o mercado de que abriu depois disso, acabaram não recebendo quase que dinheiro algum.

Marie Curie Nobel

Por seus estudos sobre a radiação, finalmente em 1903, Marie Curie acabou recebendo seu primeiro prêmio Nobel de Física. Mas, não recebeu sozinha, afinal, Pierre Curie e Henri Becquerel também tiveram contribuições importantes e foram agraciados com a premiação.

Um ponto interessante aqui, é que a academia iria premiar apenas Becquerel e Pierre, devido ao simples fato de que Marie era mulher. Mas foi convencida a tempo por Pierre, a entregá-la também o Nobel, já que era ela a grande mente por trás de tudo. Assim, com essa premiação, ela se tornou a primeira mulher a receber esse prêmio, deixando seu nome de vez na história.

A morte de Pierre Curie

Um fato bastante triste na vida de Marie Curie foi a trágica e precoce morte de seu marido, Pierre Curie, que na época estava com 47 anos de idade. Ele já estava bastante doente, mas o que realmente tirou sua vida foi um acidente envolvendo um tipo de charrete, que é um veículo que utiliza cavalos, ainda comum na época.

Foi algo realmente muito grave, uma vez que foi atropelado pelo veículo, enquanto andava em um dia de chuva intensa. Sua morte foi ainda no local do acidente, com ferimentos graves em sua cabeça.

A morte de seu marido abalou mentalmente Marie Curie, mas nem isso a impediu de seguir seus estudos, e sozinha conseguiu avanços ainda mais significativos em seus trabalhos.

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Com isso, ela acabou recebendo uma vaga para lecionar na Universidade de Paris, ocupando o lugar que era para ser ocupado por Pierre, tornando-se assim a primeira mulher a lecionar na universidade. Outro feito expressivo na vida de Marie Curie.

O segundo prêmio Nobel

Como mencionado, após descobrir a existência dos elementos, o objetivo agora era o de separá-los, o que era uma tarefa realmente muito complicada, tanto que em relação ao Polônio, eles nunca conseguiram de fato uma separação pura do elemento em si.

Já em relação ao rádio, que era teoricamente uma tarefa bem mais complicada, Marie Curie, finalmente conseguiu completar esse projeto em 1910, dando ainda mais avanço para os estudos da época.

E exatamente por isso, acabou sendo agraciada com outro prêmio Nobel em 1911, agora na área de Química, exatamente por seus feitos nessa área, principalmente devido a separação do elemento.

Assim, além de ser a primeira mulher a receber a premiação, Marie Curie tornou-se também a única pessoa a receber dois prêmios científicos em áreas diferentes, na física e na química.

A presença de Marie Curie na Primeira Guerra Mundial

A vida científica de Marie Curie foi bastante comprometida entre os anos de 1914 e 1918, já que havia estourado a primeira grande guerra mundial, na qual a França estava intimamente ligada.

Nesse período, a cientista, que já era bastante conhecida, começou a se dedicar também à própria guerra, ao dar início a um projeto de saúde, tratando os soldados feridos em batalha, ainda perto das linhas de guerra.

Afinal, era preciso rapidez nesses eventos, e foi sua a ideia de atuar com carros de socorro de forma bastante rápida, utilizando equipamentos de raio x, e onde o rádio também era utilizado como um tratamento, principalmente com o intuito de evitar infecções.

Sua atuação durante a guerra foi bastante significativa, e ela chegou inclusive a lançar um livro sobre suas experiências no período, ao qual intitulou de “Radiologia na Guerra”, tendo lançado logo ao fim das batalhas, em 1919.

A criação do Instituto Curie

Um ponto que chama ainda mais a atenção sobre o trabalho desenvolvido por Marie Curie, é que durante todos os anos iniciais de sua pesquisa, ela nem mesmo contava com um laboratório adequado para suas atividades.

Na verdade, tudo foi feito em um antigo repartimento da Universidade de parís, que não oferecia a menor estrutura para seus estudos. Apenas depois de começar a ser uma pessoa bastante conhecida, foi que começaram a cuidar para lhe alojar para a algo mais bem estruturado,

Ainda antes da guerra, já começaram os preparativos para a criação do Instituto do Rádio, que atualmente homenageia sua criadora e chama-se Instituto Curie, que seria utilizado não apenas por ela, mas também por outros estudiosos da época, que estavam se aprofundando sobre o elemento, inclusive sua filha mais velha, Irène Joliot Curie, que também teve uma atuação significativa durante os trabalhos na guerra, quando já era maior de idade.

Obviamente que com a guerra, os trabalhos no instituto foram quase inexistentes, e tudo entrou em atividade realmente em 1919. Nessa época, Marie Curie fazia bastante viagens ao redor do mundo, sempre ligadas aos seus trabalhos, visitando inclusive o Brasil.

De todo modo o instituto Curie teve uma importância, e ainda é um importante ponto de pesquisa atualmente, conseguido gerar grandes cientistas, ganhadores de prêmios Nobel, como é o caso da própria filha de Marie Curie, Irène Joliot Curie e também de seu marido Frédéric Joliot Curie.

O prêmio Nobel da filha de Marie Curie

Marie Curie, como já mencionado, teve duas filhas com seu marido Pierre Curie, Ève Curie e Irène Joliot Curie. Ève, que era a mais nova, ao contrário da mãe, seguiu uma carreira mais literária, mas também conseguiu bastante destaque nesse ramo.

Foi ela a responsável por criar a biografia de Marie, e também de retratar muitas situações na guerra. O ponto interessante sobre isso é que, devido a sua menor exposição à radiação em si, viveu uma vida bastante longeva, chegando até os seus 102 anos de idade.

Mas, sua filha mais velha, Irène Joliot Curie seguiu sim os passos da mãe, e também se tornou uma cientista influente, tendo contribuições significativas para o campo da radiação.

Assim como seus pais, ela também contava com o apoio intelectual de seu marido, Frédéric Joliot Curie. Juntos eles se dedicaram ao estudo da chamada radioatividade artificial, que basicamente transforma um elemento não radioativo em um totalmente radioativo. Assim, em 1935, os dois foram laureados com o prêmio Nobel de Química, um feito ainda mais significativo para a família Curie.

Quantos prêmios Nobel tem a família Curie?

A família de Marie Curie é conhecida em todo o mundo por todo o seu legado que deixaram sobre a radioatividade. E, devido a seus estudos, conseguiram realmente grande destaque ainda em vida, e marcaram seu nome na história da humanidade.

Marie Curie por si só já conta com muitas premiações, como os já especificados Nobel, que recebeu nos anos de 1903 e 1911. Mas, como visto, ela realmente não foi a única.

Na verdade, toda a família Curie conta com o recorde de cinco premiações no Nobel, que é uma marca que apenas eles possuem. São dois prêmios de Marie Curie, sendo um na área de Física e outro em Química; um de Pierre Curie, esse na área de Física; um de Irène, sendo na área de Química e outro de Frédéric, também em Química.

É interessante lembrar ainda que caso não fosse a morte trágica de Pierre Curie, muito provavelmente haveria mais outro prêmio nessa lista, que seria o de Química em 1911, novamente junto com Marie Curie.

Afinal, eles eram parceiros nessa pesquisa, e a premiação envolveu não apenas a separação do rádio por parte de Marie, mas também a sua própria descoberta, que foi feita juntamente com Pierre. Assim, seriam seis premiações.

A morte de Marie Curie

Obviamente que todos os seus anos de estudo dedicados à radiação, Marie Curie acabaria pagando caro, uma vez que, como é conhecido atualmente, a radioatividade é bastante nociva à vida em geral.

Só é possível se expor a quantidades baixas, e mesmo assim com os equipamentos de segurança adequados, normalmente à base de Chumbo, que é um elemento capaz de impedir a passagem da radiação.

De todo modo, sua morte não veio tão cedo, ela faleceu quando já estava com 66 anos de idade, no dia 4 de julho de 1934, ainda na França, no território de Passy. Foi justamente a sua exposição em seus estudos que ocasionaram sua morte, já que ela adquiriu anemia aplástica, que é uma doença no sangue.

Antes disso, ela já sofria com algumas outras doenças, já que se expôs por muitos anos, e a quantidades puras de Rádio, Urânio, Polônio, Bário, e também de raio x, deixando o seu corpo realmente com níveis altos de radiação. 

Para se ter uma ideia, ela foi enterrada ao lado de Pierre Curie, na França, mas depois foram homenageados, sendo que seus corpos foram trazidos para o Panteão de Paris, um mausoléu, que é um tipo de igreja fúnebre, onde descansam grandes personalidades francesas.

Mas, devido a radiação de seu corpo, é necessário um revestimento com chumbo em sua lápide, para que nada possa ultrapassar essa barreira, e contaminar quem se aproxima.

Qual o grande legado de Marie Curie?

Durante sua vida, Marie Curie conseguiu realmente toda a merecida fama e reconhecimento, mas sem nunca deixar se corromper por isso, está sempre muito preocupada pelo futuro e desenvolvimento da ciência em si.

Seus estudos tiveram influências posteriores na descoberta do átomo, bem como de outros estudos sobre a radioatividade. Embora desconhecesse os perigos que ela poderia causar, suas implicações são utilizadas em tratamentos do câncer atualmente, onde as células cancerígenas são exterminadas, sendo um tratamento bastante invasivo, mas um dos mais eficientes atualmente.

De todo modo, o legado de Marie Curie não é apenas no ramo da ciência. Na verdade, sua importância está extremamente ligada a causas feministas, afinal ela conseguiu quebrar muitas barreiras de sua época, sendo uma das mulheres mais importantes de toda a história.

Isso porque, o simples fato de não ser homem, a impedia, por exemplo, de frequentar uma universidade na Polônia, bem como também preconceitos e negações por ela ser uma cientista.

Felizmente, ela conseguiu vencer muitas dessas batalhas, e contribuiu para uma mudança mais significativa na melhoria da igualdade de gênero, que mesmo nos dias atuais, ainda é um tema bastante ativo. Mas, se não fosse Marie Curie, as diferenças seriam ainda mais expressivas atualmente.

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