Freddie Mercury

Mesmo antes de ter sua vida transformada em filme, Freddie Mercury foi um astro do rock, e teve uma trajetória que marcou a vida de muitas pessoas ao redor do mundo. O vocalista da banda Queen, uma das maiores, mostrou ao mundo toda a sua extensão vocal junto de um estilo único.

Nascido na cidade da Pedra em Zanzibar, na Tanzânia, em 1946, o cantor e compositor se tornou um grande ícone da música. Se tornou um ídolo e ficou conhecido principalmente por seu trabalho ao lado da banda de rock Queen.

A formação da banda aconteceu em 1970 ao qual fez parte até sua morte em 1991. Freddie Mercury se tornou conhecido principalmente pelas suas performances no palco, o tom de voz enérgico e toda a sua desenvoltura com a público.

É considerado um dos maiores artistas de todos os tempos e como compositor criou grandes canções que fizeram e fazem sucesso até os dias de hoje. Músicas como “We AreThe Champions” e “Bohemiam Rhapsody” fazem parte do seu trabalho junto com a banda. Para saber mais sobre a vida do artista, continue lendo.

Fatos rápidos sobre a vida de Freddie Mercury

NomeFarrokh Bulsara
GêneroMasculino
Famoso comoCantor, compositor e pianista
NacionalidadeBritânico
Nascido5 de setembro de 1946
Falecimento24 de novembro de 1991
CônjugeMary Austin (divorciou depois)

Quem foi Freddie Mercury?

O cantor e astro principal da banda Queen, sempre teve um diferencial ao se tratar de música. Sua voz soava em barítono e conseguia atingir uma escala em tenor. Além da teoria, sempre teve uma voz muito diferenciada e sempre imprimiu uma grande versatilidade artística, por tocar instrumentos variados.

Por ter aprendido a tocar piano ainda novo, o cantor era o pianista da banda, mas também treinou violão e guitarra, tocando os instrumentos em algumas das músicas da banda. Sua maior habilidade era nas teclas, e nos shows, Freddie Mercury sempre tinha um piano no palco para tocar ao vivo suas partes durante as músicas.

Em 1980, quando “Crazy Little Thing Called Love” foi lançada, era o cantor quem tocava ela no violão ao vivo. Sempre teve a mente muito aberta com relação aos instrumentos e tecnologias de sintetizadores, mas nunca foi muito fã dos teclados elétricos. Por isso que sempre convidada outros músicos para fazer as gravações nos discos.

Freddie Mercury tinha uma voz inigualável. Sua extensão vocal alcançada quatro oitavas e todo show era uma apresentação à parte. Suas músicas tornaram importantes e inesquecíveis para muitos de seus fãs ao redor do mundo todo.

O cantor sempre foi privado com suas notícias particulares e tentou ao máximo que pode manter sua vida reclusa. No caso da doença, em seu comunicado a empresa ao revelar estar doente, o astro disse que manteve em segredo pelo próprio bem e também de seus familiares.

Incentivou a luta contra a AIDS e disse que por falar muito pouco de sua vida particular, não fazia sentido isso não se manter igual, até o final.

Depois de sua morte, seu funeral aconteceu em Londres, e foi bem íntimo, com apenas 35 pessoas incluindo membros da banda e familiares. Depois do funeral, o corpo do cantor foi cremado em Kensal Green, e as cinzas do astro foram dadas a Mary Austin, embora Jim Hutton e a família do cantor e membros da banda, saibam do seu paradeiro também.

Freddie Mercury: Infância e Juventude

O nome de batismo de Freddie Mercury é Farrokh Bulsara, nasceu em uma colônia britânica, onde hoje faz parte da Tanzânia, em um local chamado de Cidade de Pedra. Filho de Bomi e Jer Bulsara, de origens zoroastrianos, em Guzerate na Índia.

Quando tinha oito anos Freddie Mercury foi estudar em uma escola para meninos, a St. Peter Boarding Shool em Bombaim. Foi nessa época quando se tornou um grande apreciador da música, fazendo aulas de piano.

Durante sua infância foi muito influenciado por Lata Mangeshkar, uma cantora local. Quando completou doze anos, formou sua primeira banda, os “The Hectics”. Cantavam sucessos da época de Little Richard e Cliff Richard em eventos escolares. Foi aí que ganhou o nome de Freddie.

Sempre sofreu muito bullying na escola por ter o seu jeito e personalidade afeminada, e isso acabou o fazendo ficar mais tímido e introspectivo. Conforme foi ficando mais velho, foi morar com sua avó até terminar os estudos.

Aos dezessete anos, a família Bulsara se mudou para Londres, devido a Revolução Civil Zanzibar em 1964. Nesse momento Freddie Mercury foi estudar na Escola Politécnica Isleworth, se formando em designer gráfico pela Ealing Art College.

Trabalhou como vendedor depois de se formar, quando conhecer sua namorada Mary Austin. Em 1969, Freddie Mercury inicou uma nova banca Ibex, que depois trocou de nome para Wreckage, que durou pouco tempo.

Em 1970, o cantor se uniu a Brian May, guitarrista e a Roger Taylor, baterista, formando um trio, de nome “Smile”, que mais tarde se tornou o “Queen”. Foi aí que o sobrenome artístico “Mercury” foi adotado, devido a letra das próprias músicas.

Freddie Mercury: relacionamentos

Mesmo sendo conhecido ou descrito como homossexual, o cantor era bissexual não assumido. Em 1974 foi perguntado sobre a sua sexualidade e nunca assumiu em palavras, mas alegou que sempre sofreu humilhações pelo seu jeito.

Contudo, um de seus relacionamentos mais importantes e que durou mais tempo foi com Mary Austin. Inclusive foi para ela a quem Freddie Mercury revelou estar doente. Mesmo com o fim do relacionamento, Mary continuou sendo uma grande amiga do cantor, inspirando a música “Love of My Life” da banda.

Eles se casaram e se separaram, mas os dois continuaram unidos até a morte do cantor. Freddie Mercury era tão querido por Mary, que se tornou padrinho de seus filhos. Depois disso, Freddie se envolveu com um executivo, e também teve um outro relacionamento com Barbara Valentim.

Em 1985, o cabeleireiro Jim Hutton conquistou o cantor, e viveu com ele até o momento de sua morte. Jim acompanhou todo o tratamento da doença de Freddie Mercury até o momento em que ele se foi e faleceu em 2010, vítima de câncer.

De todos os seus relacionamentos Mary foi um dos mais importantes da vida do cantor, no entanto que ele deixou em seu testamento a mansão para ela, assim como os direitos autorais de suas músicas.

A Carreira

Quando a banda “Smile” foi formada, já com parte dos músicos atuais, os primeiros hits começaram a ser criados. Quando John Deacon baixista integrou a banda, ela mudou de nome e se lançou como “Queen”. Os dois primeiros discos lançados chamados de “Queen I” e “Queen II”.

De início não causou muito impacto na Inglaterra, mas seu primeiro hit conhecido foi “Killer Queen”. Em 1975 ao lançarem a música “A Night At The Opera”, que a história mudou. A banda “Queen” já tinha 5 anos de carreira a banda conseguiu mostrar seu diferencial e mudou a história do rock.

“Bohemiam Rhapsody” foi um marco na carreira da banda e de Freddie Mercury que causou um grande impacto. A mistura de Rock’n Roll com ópera deixou os fãs impacientes por mais. Com isso, nos anos seguintes, “A Day At The Races” e “News Of The World” foram os dois próximos álbuns a serem lançados também com músicas inesquecíveis.

Nos dois álbuns que seguiram, “We Are The Champions”, “Somebody To Love” e “We Will Rock You”, foram as que mais tiveram destaque e são tocadas e conhecidas até os dias de hoje.

Como nessa altura a banda de Freddie Mercury já tinha se tornado uma das melhores do mundo. Batendo recordes de público e lotando estádios. A banda Queen se tornou a primeira banda da Europa a tocar na América do Sul. Lotou shows em São Paulo com mais de 300 mil pessoas.

Em 1985, o show no Rock In Rio ficou famoso por ser a segunda apresentação da banda no Brasil, e foi icônico como todas as apresentações da banda.

Além da sua história com a banda Queen, Freddie Mércury também teve uma breve carreira solo, mas que não ficou muito conhecida comercialmente. Lançou dois álbuns, um em 1985 “Mr. Bad Guy” e outro em 1988 “Barcelona”.

O primeiro tinha algumas participações com Michael Jackson, mas nem foi lançado. Freddie Mercury era muito talentoso, mas funcionava muito melhor junto da banda. Era com seus companheiros que a energia fluía e grandes músicas eram criadas.

O legado de Freddie Mercury

Freddie Mercury contraiu HIV, mas continuou trabalhando enquanto pede, até falecer em 1991. O cantor se declarou soropositivo publicamente bem próximo do fim, apenas dois dias antes, em 22 de novembro. O artista deixou seu público em casa, na cidade de Kensington.

É difícil mensurar todo o legado que o cantor deixou, principalmente devido aos inúmeros tributos e homenagens que aconteceram depois de sua morte. Existem estátuas dele espalhadas em diversas cidades que fizeram parte de sua história ou por onde o astro se apresentou.

Além disso, o artista também recebeu várias premiações depois de sua morte, que serviram para elevar ainda mais o nome da banda, como forma de homenagem. Suas músicas são tocadas até hoje e fazem parte da história do rock como algumas das melhores músicas.

A morte do cantor serviu também para que discussões fossem feitas e que a luta contra a AIDS tivesse mais visibilidade. Principalmente por ter sido uma das primeiras pessoas famosas a morrer pela consequência da doença.

Todos sentiram falta do músico, e por isso, Freddie Mercury ganhou um filme, chamado de “Bohemian Rhapsody”. Nas telas é possível ver a performance do astro em shows emblemáticos, a criação de canções inesquecíveis e boa parte dos conflitos da banda e o que envolve a vida do cantor.

A morte de Freddie Mercury

Mesmo que o cantor tenha revelado sua doença pouco antes de falecer, antes disso ele foi questionado sobre isso, mas negava o diagnóstico. De acordo com notícias que saíram no Reino Unido, Freddie Mercury foi diagnosticado com HIV em 1986, mas quando foi questionado pelo The Sun, depois de voltar de um show no Japão, negou o boato.

Segundo o próprio parceiro romântico de Freddie, Jim Hutton, o astro recebeu o diagnóstico somente em 1987, mas sempre que perguntado ele negava o assunto. Porém, como é de se saber pelos próprios sintomas da doença, a saúde do músico foi se deteriorando.

Naquela época ainda não havia tratamentos eficazes para combater os sintomas da síndrome e por isso, seu estado físico foi piorando rapidamente. Freddie Mercury começou a aparecer em público magro e pálido, e isso fez com que a imprensa especulasse ainda mais sobre o assunto.

Nesse momento, a banda “Queen” já estava se aposentando dos palcos, devido a saúde do vocalista, e em 1990, todos os músicos foram homenageados em Londres, no Brit Awards, sendo condecorados pela “Contribuição a Música Britânica”.

No dia a banda compareceu para receber o prêmio, Freddie Mercury estava presente, mas não falou praticamente nada, foi Brian, quem fez o discurso. E tudo isso, levantou ainda mais rumores.

Para grande parte do público e da imprensa, o cantor era soropositivo, principalmente por essa última aparição em público. Mas foi só em 1991, totalmente afastado da mídia e dos palcos, que Freddie já estava com a aparência horrível, muito magro e com várias manchas pelo corpo.

Mesmo com notícias sobre seu estado de saúde e o cantor não podendo sair de casa, ele continuou trabalhando junto com a banda. Depois de descobrir a doença, se manteve na ativa e lançou dois álbuns junto do Queen, e mais um álbum de ópera. O último trabalho do músico foi “These are The Days of Our Lives”.

O cantor continuou gravando as vozes das músicas, mesmo já estando sem forças. Essas canções gravadas foram lançadas depois que ele morreu, em 1995 apenas, chamado de “Made in Heaven”.

Nos seus últimos dias de vida, Freddie Mercury chegou a perder a visão, e não conseguia se levantar. Em 10 de novembro decidiu parar com a medicação e esperar pelo seu dia final. Foi quando decidiu fazer o comunicado a imprensa e divulgar seu estado. Depois disso, faleceu devido a uma broncopneumonia, doença causada em decorrência da AIDS.