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Biografia de Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade foi um grande poeta brasileiro, que também dedicou parte de sua vida a escrever contos e crônicas. É considerado como um dos escritores mais influentes do Brasil do século 20, e fez parte do movimento do modernismo.

Sempre foi muito versátil com as palavras e sabia como escrever sobre temáticas diferenciadas e em movimentos diferentes. seus temas eram bem amplos que iam desde questões sentimentos, até crises existenciais. Falava de amor, vida e morte de forma cotidiana.

Tinha uma visão política voltada ao socialismo utópico, mas sempre foi muito tradicional para a sua época. O dialeto mineiro estava sempre presente em suas obras, embora também fosse bom em escrever de maneira mais formal.

Para muitos críticos, sua principal obra é “A Rosa do Povo”, que foi publicada em 1945, mas existem diversas de suas obras que ficaram muito conhecidas ao longo de sua carreira. Para conhecer um pouco mais sobre a vida e obra de Carlos Drummond de Andrade, continue lendo.

Fatos rápidos sobre a vida de Carlos Drummond de Andrade

NomeCarlos Drummond de Andrade
GêneroMasculino
Famoso comoEscritor
NacionalidadeBrasileiro
NascimentoDia 31 de outubro de 1902
FalecimentoDia 17 de agosto de 1987 (85 anos)
CônjugeDolores Dutra de Morais
FilhosCarlos Flávio/ Maria Julieta Drummond de Andrade

Quem foi Carlos Drummond de Andrade?

O poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade se tornou muito conhecido por seus poemas. Alguns deles marcaram épocas e são lidos e interpretados de diversas formas até os dias atuais. Por ser retratado como um personagem da televisão e do cinema, já teve algumas dessas obras levadas a outras mídias.

No filme “Poeta de Sete Faces”, de 2002, Carlos Drummond de Andrade foi interpretado pelo ator Carlos Gregório e Pedro Lito. Na minissérie sobre JK, também houve a participação do escritor e quem interpretou seu papel foi Ivan Fernandes.

Não se pode negar que o escritor faz parte da história do Brasil, ficou conhecido por diversas homenagens também que teve ao longo de sua vida e também pós morte. Entre os anos de 1988 e 1990, notas de cinquenta cruzados novos foram impressas com a efígie do escritor e se mantiveram em circulação no país.

Atualmente, na cidade do Rio de Janeiro, em Copacabana, existe uma estátua bastante famosa do escritor, sentada em um dos bancos em frente a praia, com nome de “O Pensador”. Além dela, existem outras esculturas do escritor que foram feitas para representar suas idas a cidades espalhadas pelo Brasil.

Em Porto Alegre, a estátua “Dois Poetas”, serve como uma homenagem e lembrança sobre sua trajetória e história. Em sua cidade natal. Itabira, no interior de Minas Gerais, há um memorial feito para mostra e relembrar partes da vida do escritor.

Carlos Drummond de Andrade: infância e juventude

Nascido em Minas Gerais, em uma pequena cidade chamada Itabira, Carlos Drummond de Andrade começou a crescer a entender a sua paixão pela literatura. Com seus pais e ancestrais eram brasileiros e estavam bem estabelecidos no Brasil, tanto do lado paterno quanto materno.

Ao dar início a vida escolar, Carlos Drummond de Andrade ingressou no Colégio Arnaldo, na capital do estado, Belo Horizonte. Depois foi para o Colégio Anchieta, em Nova Friburgo, conhecida pelos jesuítas.

Depois de finalizar o ensino médio, ingressou na faculdade onde se formou. Estudou na Universidade Federal de Minas Gerais no curso de Farmácia, junto de vários companheiros, como Emílio Moura. Foi quando fundou uma revista, com o intuito de divulgar o movimento do modernismo no país.

Carreira

Depois e se formar na faculdade, realizou um curso de férias, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em 1930. Quando publicou sua primeira poesia, chamada de “Alguma poesia”.

A obra ficou conhecida pelo sentimentalismo expressado ali, e foi declamado durante uma conferência sobre o modernismo no Brasil. Nessa época, muito se discutia sobre os movimentos literários e principalmente sobre a sua difusão em países como o Brasil e Portugal.

Durante os anos 40, Carlos Drummond de Andrade passou a fazer parte da política e entrou para o Partido Comunista Brasileiro. Durante algum tempo, dirigiu o jornal que publicava assuntos sobre o partido, na cidade do Rio de Janeiro, enquanto entrevistava alguns dirigentes importantes, como era o caso de Luis Carlos Prestes, que estava preso naquela época.

Realizou diversas colaborações com outros escritores e fez parte de algumas obras, como é o caso do semanário “Mundo Literário” que foi publicado entre 1946 e 1948, e também participou da revista “Atlântico”, que publicava assuntos e conteúdos luso-brasileiros.

Em 1975 recebeu uma das maiores honras em cardo militar, agraciado com a Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, como um grande grau oficial, em Portugal.

Carlos Drummond de Andrade foi funcionário público, durante boa parte de sua vida, e mesmo que tenha começado a escrever muito jovem, sua história com as obras que escreveu foi bem diferente do que se costuma ver em escritores de poemas.

O modernismo no Brasil

O escritor Carlos Drummond de Andrade viveu dentro do movimento do modernismo no Brasil. Tinha uma proposta em suas obras de libertação e isso se seguiu e começou a ficar conhecido no país também, através de outros escritores como Oswald de Andrade e Mário de Andrade.

Com a intenção de escrever versos livres, o modernismo tinha características bem fixas, porém, sem depender de métricas, principalmente nos poemas e nas poesias. Com isso, a corrente por disseminar o novo movimento foi defendida.

Para Carlos Drummond de Andrade, o modernismo sempre teve uma corrente, que seguia a subjetividade com a objetividade concreta, somado ainda ao lirismo. Com isso, embora ele não tenha feito parte desde o começo ao movimento, se tornou um dos principais escritores da segunda fase do modernismo.

Depois dos principais escritores do movimento, Carlos herdou pontos principais e características do movimento. Principalmente com relação a liberdade de escrever, a língua usada, os versos e as métricas também livres, sem contar na temática que podia variar.

Além disso, Carlos Drummond de Andrade escreveu obras que alcançaram grandes escritores, como Jorge de Lima, Murilo Mendes, Fernand o Pessoa, e muitos outros.

Por sempre ter uma história de seguir carreira solo, o poeta tinha em suas obras, um apego enorme pela solidão. E isso fazia com que parte de seus leitores também se sentissem livre durante a leitura.

A poesia de Carlos Drummond de Andrade era dialética e tinha principalmente três atitudes distintas ou divida em três partes diferentes. Quando a poesia possuía ironia, e então dizia-se que o “Eu” era maior que o mundo.

Quando se tratada de metafísica, e dizia que o “Eu” era igual ao mundo, ou quanto se tratava de uma poesia social. Nesse caso o “Eu” era menor do que o mundo.

Toda a sua poesia política, tinha que vir a fazer parte de um contexto. Quando escreveu sobre a Guerra Fria, por exemplo, de como a civilização estava amarrada aos sistemas de ditaduras e tecnocracia, o neocapitalismo, etc, foi considerado seco com as palavras, embora no seu eu artístico, conseguiu se comunicar e passar a mensagem desejada.

Seu maior propósito ao escrever sobre a política, era de mostrar um ponto de vista mais crítico. Em sua obra de nome “O Observador no Escritório”, conseguiu expor de forma bastante filosófica, suas ideias sobre o atual momento político que era vivenciado.

Além disso, sempre expos o seu lado, sendo considerado espiritualista que acreditava em Deus, e também era marxista.

Com o passar dos anos, o erotismo tomou conta de sua vida e obra e também passou a fazer parte das características de escrita do poeta.

Carlos Drummond de Andrade: esposa e filhos

Carlos Drummond de Andrade foi casado com Dolores Dutra de Morais. A cerimônia aconteceu no ano de 1925. O casal teve dois filhos Carlos Flávio e Maria Julieta Drummond de Andrade. O menino não sobreviveu e pouco tempo, cerca de meia hora.

O pai escreveu e dedicou o poema “O que viveu meia hora” ao filho, que foi publicado no libro “Poesia completa”.

Por ainda não ser uma poeta de renome, sua vida particular sempre foi muito privada. No entanto que mesmo em entrevistas ou jornais que faziam reportagens sobre suas obras, não perguntavam e não publicavam nada sobre o assunto.

O que tornou a sua vida bastante reservada no que dizia respeito a sua família. Carlos Drummond de Andrade viva para escrever e parte do que vivia ou refletia sobre a vida e os momentos que estava passando, ia parar nas linhas das frases dos seus poemas.

Características das obras de Carlos Drummond de Andrade

O poeta que fazia parte da segunda geração do modernismo, se tornou uma grande figura para o universo da literatura. Mesmo escrevendo muitos contos e crônicas, Carlos Drummond de Andrade se destacava mesmo, era através das poesias.

Sempre escreveu muito sobre a existência humana, por isso, parte das características de suas obras sempre envolveram questionamentos desse tipo, assim como filosofia. O escritor tinha um sentimento de inquietação por estar no mundo, e isso repercutia em diversos aspectos.

Em seus poemas é possível notar como ele discutia em forma de versos, assuntos voltados ao amor, distinção social, religião, filosofia e a própria existência.

Fazia parte também de seu estilo, muita ironia. Grande parte de seus poemas e obras possuem observações sobre o cotidiano e com isso, e isso fazia com que o escritor mostrasse o seu pessimismo através do humor.

Ao longo de seu trabalho e suas obras que foram publicadas, Carlos Drummond de Andrade, fez alguns retratos de maneira verdadeira sobre suas dúvidas existenciais. Era um mestre em transformar poemas. Também se tornou tradutor de alguns autores como Molière, Balzac e Federico Garcia Lorca.

Obras mais importantes

 Durante sua carreira, Carlos Drummond de Andrade publicou muitas obras, entre elas poemas que ficaram extremamente famosos incluindo em outros países, e também muitos contos e crônicas.

Porém, algumas dessas obras se tornaram especiais na carreira do poeta. Dentre elas, algumas das que se tornaram principais, de destacam “Brejo das Almas”, publicada em 1934.

Além dela, muitas outros como “Claro Enigma” de 1951, ou “Novos Poemas” de 1948, também podem ser consideradas obras de destaque na vida do escritor. Quando escreveu “Sentimento do Mundo” em 1940, foi possível ver suas características sobre questionar a existência humana.

Assim como na obra “Lição de Coisas” de 1962. Em “A Rosa do Povo” de 1945, como já foi mencionada, é um de seus principais poemas por ter característica bem fortes. E o mesmo serve para “A Vida Passada a Limpo” de 1959.

Em “Versiprosa” de 1967, Carlos Drummond de Andrade mostra uma versão um pouco mais leve de suas palavras e de como usava as frases e as métricas para escrever. Enquanto que em “Fazendeiro do Ar” de 1954 e “Viola de Bolso” de 1955 esse mesmo estilo prevalece.

Outra de suas obras que ficaram bem marcadas pelo tempo é “Poesia Errante” de 1988 e “As impurezas do Branco” de 1973. Todas ela foram publicadas isoladamente ou em livros junto de outros poemas e até mesmo com colaboradores em outras obras.

Carlos Drummond de Andrade sempre tentou se diversificar em assuntos ao escrever suas poesias, mas suas características de questionamento estão presentes na grande maioria delas. Quem conhece um pouco do trabalho do escritor, consegue identificar isso, em todos os seus trabalhos.

Morte de Carlos Drummond de Andrade

O escritor que viveu toda a sua vida e teve sua carreira conhecida pelas suas obras, continuou escrevendo até o dia em que partiu. Carlos Drummond de Andrade chegou a morrer depois de sua filha, cerca de 12 dias após seu falecimento para ser mais exato.

Em 1987, o poeta teve um infarto do miocárdio, que junto com insuficiência respiratório não deixou escapatória. Além de poeta e escritor, Carlos também publicou várias obras voltadas para as crianças, de cunho infantil. Assim como suas crônica e contos que também se tornaram conhecidos com o passar dos anos.

Algum tempo depois de sua morte, o carnaval do Rio o homenageou, com o desfile da escola de Samba da Mangueira. O enredo se chamada “O Reino das Palavras”, e naquele acabou, acabou levando o prêmio.

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