Napoleao 2 Biografia Napoleão Bonaparte: (1769 - 1821)
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Napoleão Bonaparte foi um imperador francês que viveu entre os anos de 1769 e 1821, conseguindo marcar seu nome na história, não apenas da França, mas de todo o mundo, uma vez que seus feitos marcaram e foram contados por todas as gerações após sua partida.

Assim como Albert Einstein deixou suas contribuições para a humanidade com sua física, Napoleão Bonaparte também tem bastante influência dentro da política atual, sendo esse um de seus legados mundiais.

Vamos conhecer então um pouco mais da história do homem que saiu do zero para colocar seu nome na história, não apenas da França, tornando-se um dos personagens mais conhecidos que já existiram.

Fatos Rápidos sobre a vida de Napoleão Bonaparte

NomeNapoleão Bonaparte
GêneroMasculino
Famoso comoEstadista e Imperador da França
NacionalidadeFrancês
Signo do zodíacoLeão
Nascimento15 de agosto de 1769
Falecimento5 de maio de 1821
Causa da MorteCâncer no estômago
EsposasMaria Luísa de Áustria
Josefina de Beauharnais
FilhosEugênio de Beauharnais
Napoleão II da França
Émilie Pellapra
Charles León
Hélene Napoleone Bonaparte

Quem é Napoleão Bonaparte?

Napoleão Bonaparte foi uma das pessoas mais influentes do mundo, sendo o responsável por governar a França por 15 anos, e transformá-la em um gigantesco império, que chegou a ocupar quase todo o ocidente da Europa, conquistando territórios como a Itália, Portugal, Espanha, partes da Áustria, da Prússia, e também da Rússia, bem como outras regiões.

Foram 15 anos de expansão, entre 1804 e 1814, conseguindo voltar ao poder brevemente no ano seguinte, e também como cônsul, antes de 1804. Seu poder e influência com os outros povos era tão grande que conseguia se impor com seu gigantesco exército e com toda a astúcia e experiência de Napoleão Bonaparte em combate.

Vale lembrar que antes de ser um imperador eficaz e popular com seu povo, Napoleão Bonaparte era um general vencedor, com uma estratégia de ataques rápidos às tropas inimigas, quase sempre os deixando sem muita reação. Durante sua vida, ele participou de dezenas de batalhas, onde conseguiu se sair vitorioso na maioria esmagadora delas

Seus feitos o tornam um dos principais comandantes de toda a história da humanidade, junto a outros grandes personagens, como Alexandre O Grande, que quando jovem contou com os ensinamentos filosóficos de Aristóteles.

Um ponto interessante, porém, é que, embora tenha comandando a França por tantos anos, ele era natural da Córsega, tendo uma origem italiana, o que dificultou sua ascensão inicial dentro da carreira que o levaria ao comando e formação do seu império.

Devido a isso, Napoleão começou a aprender o francês já tarde, o que o deixou com um sotaque característico pelo resto da vida, nunca conseguindo perder seu modo diferente de falar a língua.

Como foi a infância de Napoleão Bonaparte?

Napoleão Bonaparte nasceu no dia 15 de agosto do ano de 1769, na cidade de Ajaccio, na ilha de Córsega, um território que foi ocupado pela França apenas um ano antes dele chegar ao mundo, em 1768, por isso, a influência francesa sobre a vida do futuro imperador não foi tão frequente em seus primeiros anos de vida.

Com isso, Napoleão cresceu falando habitualmente o Corso, que era a língua oficial do território, e também o Italiano, que era a língua falada por sua família, que havia migrado da Itália, além do território também ter pertencido ao país por um bom tempo.

Sua família, de origem italiana, embora não fosse de uma classe tão alta, tinha ótimas condições de vida, bem mais do que os outros habitantes do local, e Napoleão Bonaparte não encontrou dificuldades para evoluir em sua carreira futura, iniciando os estudos ainda bem jovem.

Ele conseguiu sair da ilha e migrar para a França em si quando estava com nove anos de idade, onde começou a estudar em Autun, em um colégio religioso, onde ficou por pouco tempo até seguir para um colégio militar em Brienne, até quando completou seus quinze anos de idade, no ano de 1784.

Nesse período, ele entrou para a Escola Militar de Paris, sendo o primeiro habitante da ilha a concluir o curso, um feito graças a suas habilidades e também à ação de sua família, que sempre lhe proporcionou uma educação de qualidade dentro da França.

Esse foi o primeiro passo dado por Napoleão Bonaparte, rumo a sua brilhante trajetória como um combatente esperto, capaz de se sair bem em diversas situações de combate, com uma inteligência aplicada às batalhas realmente crucial em sua evolução.

Como Napoleão Bonaparte chegou ao poder?

Após concluir sua formação, ele iniciou como militar, até quando em 1789 explodiu a Revolução Francesa, liderada pela burguesia, buscando depor o então rei da França Luís XVI, o que acabou realmente ocorrendo, mas começou a gerar também disputas internas pelo poder, e também um clima de tensão no país.

Nesse período surge o chamado diretório, que durou entre os anos de 1795 e 1799, que não possuía os ideais de uma revolução tão grande, já que a população em si queria algo realmente que mudasse totalmente os conceitos da época, como o fim da propriedade privada, etc, beirando um socialismo, mesmo que ele nem mesmo existisse ainda.

Dentro desse contexto, surge a figura de Napoleão Bonaparte, que até o momento vinha fazendo seu nome como um capitão e um general de guerra, demonstrando uma habilidade realmente incrível dentro das batalhas, e conquistando muitos territórios para a França.

Após completar sua formação ele atuou como tenente da artilharia, e quando a revolução explodiu, também teve uma importante atuação, sendo comandante de um batalhão de revolucionários, que buscavam depor o rei.

Depois, ele comandou uma batalha, no chamado cerco de Toulon, agora contra os britânicos que visavam atacar a França. Com a vitória, ele acabou chegando ao posto de general, quando ainda tinha 24 anos de idade, aumentando sua fama no país.

Ele continuou tendo destaque em outras batalhas, como contra a Áustria, e conseguiu fama na chamada “13 vendémiaire”, onde conseguiu impedir a insurreição da monarquia, em 1795, quando surgiu o diretório.

Os triunfos em batalhas continuaram, inclusive com expedição ao Egito, tornando-o respeitado na política, pelo exército e também por boa parte do povo, dando um golpe e derrubando o diretório, que estava enfraquecido, em 1799, chegando ao poder, dando início ao consulado.

Napoleão: o início de um grande império

Inicialmente, Napoleão Bonaparte, após derrotar o diretório tornou-se cônsul, e criou uma nova constituição, onde, por meio de um plebiscito fraudulento tornou-se imperador da França. Dessa forma, ele conseguiu disfarçar o seu governo, que mais estava para uma ditadura. Com a fundação do império, ele acabou perdendo apoiadores, ligados aos ideais da revolução francesa, mas ainda tinha apoio considerável para governar.

A Batalha de Trafalgar

Embora estivessem em paz com a Inglaterra, os acordos acabaram não durando muito tempo, e em 1803, tudo ambos países já estavam em conflito novamente. Embora parecesse algo negativo, na verdade, isso caiu em cheio nas mãos de Napoleão Bonaparte, que já estava com planos de invadir o território inglês.

Nesse período, os ingleses tinham a frota mais poderosa de navios que existia, já a França não era tão bem munida dentro do mar. Por isso, acabaram buscando o apoio dos espanhóis, onde teriam uma chance significativa de vitória.

No ano de 1805, buscando invadir a cidade de Londres, acabou tendo início a chamada Batalha de Trafalgar, onde Napoleão não estava participando, já que era o imperador. Seus comandantes tinham realmente grandes chances de vitória, já que contavam com uma frota maior disponível para a batalha.

No entanto, graças às estratégias de combate dos ingleses, a França e a Espanha acabaram sendo derrotadas, acabando com o sonho francês de invadir o território da Inglaterra, que continuou muito bem munido.

A Batalha de Austerlitz

Ainda em 1805, com o apoio financeiro inglês, e militar dos russos, os austríacos decidiram marchar contra o território francês, dando início a outra guerra, que não viria a durar muito tempo. Sempre alerta, Napoleão Bonaparte conseguiu sair do alcance do inimigo, seguindo para um território mais propício. 

A batalha de Austerlitz , que é a batalha mais importante, ocorreu já em 1806, com Napoleão no comando da tropa principal. Aliás, suas estratégias de batalha, montadas para aquela disputa em si, deixando o inimigo imaginar que estava no comando, com o dobro de soldados, acabou dando fim a essa disputa, onde os austríacos tiveram que assinar a rendição, e o imperador conseguiu aumentar ainda mais seu território.

Depois desse conflito, ele acabou ainda batalhando com a Prússia e também com a Rússia, em meados de 1807, saindo vitorioso nas duas disputas, e conquistando um território gigantesco para seu projeto. Seu objetivo era formar o chamado bloqueio continental, para enfraquecer a Inglaterra.

A ampliação do bloqueio continental

Tendo a Inglaterra como sua principal inimiga, a França de Napoleão colocou em prática o chamado bloqueio continental, onde proibiu os países e territórios dominados de manter contato com os ingleses. Ele era incapaz de vencer essa barreira através do mar, então, a única forma era fazer com que a Inglaterra enfraquecesse.

Para isso, ele utilizava o poder de seu exército para conquistar e forçar os territórios a fazerem parte do bloqueio, ou então, em caso de nações maiores, ele buscava meios mais diplomáticos, formando acordos, sempre no tom de ameaça, é claro. Nesse ponto, aliás, entra em questão a ligação entre Napoleão Bonaparte e o Brasil.

Qual é a relação entre Napoleão Bonaparte e a chegada da família real portuguesa ao Brasil?

Durante esse período do bloqueio a Inglaterra, ocorreu algo realmente bem interessante, que foi quando essa disputa acabou chegando a Portugal. Napoleão Bonaparte buscava contar com o apoio do país, contudo, eles eram grandes aliados ingleses, e temia, ao abandonar essa aliança, ser ameaçado pela Inglaterra, podendo, inclusive, perder seus territórios que havia conquistado na África e América.

Era realmente uma situação bastante complicada, por isso, Portugal demorou bastante em responder às indagações francesas. Com isso, embora apenas com um batalhão pequeno, a França decidiu invadir o território português. E foi justamente devido a essa invasão que Dom João VI, então rei de Portugal, fugiu, em 1807, com a família real de Bragança para a sua colônia, o Brasil.

A ligação entre Inglaterra e Portugal era algo realmente de longa data, por isso, os portugueses estavam tão encurralados ao quase serem obrigados a extinguir essa harmonia. Um dos grandes motivos para isso se deve ao tratado de panos e vinhos, também chamado de tratado de Methuen.

Ele foi firmado entre os dois países, ainda no ano de 1703, e era bem pequeno, com apenas três únicos artigos. O acordo dizia que Portugal iria comprar todos os panos que precisasse da Inglaterra, em contrapartida, os ingleses iriam comprar todo o vinho que precisassem de Portugal.

Embora parecesse justo, na verdade não era, já que o pano era bem mais caro que o vinho, e os portugueses acabaram se endividando bastante com a Inglaterra, a ponto de terem que usar boa parte dos minérios brasileiros para pagar essas dívidas.

Guerra peninsular: o início da queda de Napoleão bonaparte

Nos anos iniciais de 1800, começou a desmoronar o gigante império espanhol, que havia ampliado seus territórios por quase toda a américa central, do sul, e até mesmo no norte. Contudo, nesse período, já estavam dando início aos primeiros burburinhos de guerras pela independência em muitos deles.

A Espanha realmente estava enfraquecida, dividida, e não tinha mais a melhor das relações com os ideais da França em si, isso porque a derrota de sua aliança na batalha marítima, lhe havia custado caro, com muitos navios e soldados perdidos. Assim, a França utilizando de suas artimanhas, conseguiu conquistar a capital, Madrid, em 1808.

No entanto, houve um movimento diferente dentro do território, onde essa rendição total não ocorreu de forma tão pacífica ao longo de toda a Espanha. Com isso, os conflitos que eram únicos em outros territórios, acabam durando vários anos dentro da Espanha, sempre com alguma rebelião acontecendo.

Embora a França sempre conseguisse conter esses ataques, pouco a pouco, ela ia perdendo soldados e força militar, sendo o golpe inicial para a sua queda, que ocorreu alguns anos mais tarde.

Como Napoleão Bonaparte conseguiu comandar um império tão grande?

Bem, sempre lutando e vencendo diversas batalhas, o império Francês, comandado por Napoleão, ia se tornando cada vez maior. Mas, afinal, como uma única pessoa conseguia comandar um império tão vasto e com um número tão grande de pessoas? Na verdade, para isso ele usava um esquema bastante simples, tendo peões que lhe eram submissos em cada um desses principais pontos.

A Espanha, por exemplo, após ser conquistada, ficou sob o comando interno de José Bonaparte, que não era ninguém menos que seu irmão. Ao todo, três irmãos seus ganharam a coroa de rei de algum país. O mesmo ocorria nos demais territórios, sempre com alguém que lhe era submisso no comando, onde era Napoleão Bonaparte era quem efetivamente dava as ordens, mas que ficavam sob o cuidado responsável legal.

Napoleão percebeu então sua necessidade de que tivesse um herdeiro, e queria juntar isso também a questões políticas. Foi exatamente isso que o fez anular seu casamento com sua então esposa Josefina, com a qual viveu 14 anos, e buscar outras possibilidades mais influentes, que pudessem lhe dar um filho rapidamente.

Quem foi a segunda esposa de Napoleão Bonaparte?

O domínio de Napoleão sobre os outros países não era tão firme a ponto de haverem represálias de vez em quando, como sempre ocorria na Espanha. Prova disso foi o ano de 1809, quando a Áustria, já recuperada de suas últimas batalhas, decidiu tentar sair do controle francês novamente. Contudo, embora tenha vencido a primeira batalha de Aspern, a Áustria acabou sendo derrotada e se rendendo novamente a Napoleão Bonaparte na batalha de Wagram, ainda no mesmo ano.

Esse incidente acabou por aumentar ainda mais o interesse do imperador em conseguir outro casamento e arrumar seu herdeiro ao trono. Após anular seu casamento, sua primeira tentativa foi com o império russo, onde encontrou algumas dificuldades para que lhe dessem a mão da filha do czar.

Por isso, ele acabou fazendo outra tentativa, agora com o império autríaco, onde foi muito bem recebido. Afinal, o político em si, também era favorável para a Áustria, que poderia obter muitos favores de Napoleão, deixando de ser apenas um país dominado, para ter uma ligação firme a amistosa com o gigante império.

Dessa forma, ele acabou se casando com Maria Luiza, filha do imperador astríaco, no ano de 1810, e já no início de 1811 conseguiu ter seu tão sonhado herdeiro, filho do casal. A ele também incluíram o nome de Napoleão Bonaparte, que até conseguiu chegar ao reinado em Roma, futuramente, levando o nome de Napoleão Bonaparte II.

A ocupação de Moscou

A grande responsável por destruir o império francês foi a gigante Rússia. Embora ela fosse, de certo modo, dominada, não era uma dominação total, mas sim relacionada a acordos e também a território de fronteira. Afinal, assim como é atualmente, o império russo sempre foi gigantesco também.

O bloqueio continental contra a Inglaterra afetava economicamente a Rússia, que estava à beira de uma nova guerra, já que era impossível manter os acordos firmados por muito tempo. Por isso, buscando aproveitar esse anteceder esses acontecimentos, Napoleão decidiu adentrar no território russo, isso no ano de 1812, seguindo para Moscou, levando consigo um exército de dezenas de milhares de homens.

O clima inóspito da Rússia matou milhares de soldados ainda na parte do deslocamento, e na primeira grande batalha de Borodino, já perto de Moscou, deu a vitória sofrida aos franceses, perdendo quase 30 mil homens, que conseguiram chegar à capital logo depois.

Contudo, assim como na Espanha, a população russa não cedia aos caprichos franceses, e dificultaram bastante a vida das tropas. Tudo fazia parte dos planos do czar russo Alexandre, onde as plantações eram queimadas, e todos os suprimentos eram destruídos, deixando os homens de Napoleão realmente sem sossego.

Ao chegarem em Moscou, encontraram outra grande dificuldade, com a cidade totalmente evacuada. Ficaram lá por 35 dias, esperando uma resposta do czar, e sofrendo ataques da população, que queimaram 80% da cidade.

Com isso, ele se viu obrigado a marchar em retirada da capital, agora enfrentando o terrível inverno russo, que é um dos mais pesados que existem. Esse foi outro grande motivo de perdas, junto a pequenos ataques que sofriam. E foi nessas condições que os russos decidiram atacar fortemente o exército, que se encontrava totalmente enfraquecido, com pouco estoque de comida e munição.

A travessia do rio Berezina

Perto do cerco russo, Napoleão Bonaparte encontrou uma barreira natural em seu caminho, que era o rio Berezina. As águas frias, mas sem estarem congeladas, impediam a passagem, por isso ele teve a ideia de construir uma ponte rapidamente sobre ele.

Para isso, ordenou que 400 de seus soldados fizessem a tarefa, construindo uma ponte para soldados e outra para canhões e outros suplementos. A tarefa foi cumprida com menos de um dia, deixando como resultado quase todos os trabalhadores mortos, devido ao frio da água.

Antes mesmo de conseguir atravessar todos os seus milhares de soldados, os russos conseguiram chegar e infringiram muitas baixas aos franceses, que conseguiram seguir, após a batalha, com o grosso de seu exército para um local seguro e com suprimentos para eles.

A queda do império francês

Enquanto ainda estava na Rússia, Napoleão Bonaparte acabou sabendo de uma invasão em Paris, e também de diversos conflitos em Madrid. Com isso, foi obrigado a voltar para a França rapidamente, onde deu seu jeito de acalmar as coisas por um tempo. Contudo, seu fim já estava próximo, e em 1813, a Rússia e a Prússia decidiram juntar-se para recuperar seus territórios perdidos.

O exército dos aliados era realmente gigantesco, e com as perdas que Napoleão sofreu ao tentar dominar todo o território russo, ele contava com o apoio da Áustria, com a qual mantinha com a qual tinha se casado com a filha de seu imperador.

Com um exército ainda bem treinado, a França conseguiu vencer batalhas contra o exército prussiano, mas, quando a Rússia entrou na disputa, acabou levando a pior. E como a Áustria não forneceu nenhuma ajuda, Napoleão Bonaparte saiu derrotado nessa ofensiva.

Inicialmente se mostrando neutra, a Áustria decidiu intermediar as conversas entre a França e Rússia e a Prússia, que exigiam a devolução de grandes territórios conquistados pelos franceses, onde até mesmo o próprio império austríaco tinha suas exigência, ameaçando sair da neutralidade e se aliar aos inimigos de Napoleão Bonaparte.

Embora não vivesse a sua melhor situação, Napoleão não quis ceder às reivindicações dessa aliança, o que acabou por iniciar uma batalha ainda maior, com uma enorme desvantagem numérica de soldados, e agora contra diversos inimigos poderosos, isso em vários locais diferentes.

A Batalha de Leipzig

Dentre as diversas batalhas que foram travadas, com vitórias para os franceses e muitas derrotas também, a mais importante foi a de Leipzig, onde Napoleão Bonaparte perdeu dezenas de milhares de soldados, em mais de quatro dias de disputa. Embora os aliados também tivessem perdido muitos guerreiros, por seu batalhão ser bem maior, a França sentiu muito mais o golpe, tendo que bater em retirada.

Após essa batalha, praticamente todo o território invadido pela França já havia sido perdido. No entanto, tudo ainda pioraria bastante, uma vez que agora o jogo havia virado, e era a própria França que poderia ser invadida.

A volta de Luís XVIII ao trono

O medo de Napoleão não demorou muito a acontecer, e em 1814, enquanto cuidava das fronteiras da França, os demais representantes legais franceses acabaram aceitando a rendição do imperador, com o czar russo dominando pacificamente Paris. Dessa forma, dentre as opções que se apresentavam, optaram devolver o poder ao rei Luís XVIII, que era quem governava a França antes do diretório e de Napoleão Bonaparte.

O então imperador agora estava deposto, e como condenação recebeu uma espécie de exílio, sendo obrigado a viver na ilha de Elba, onde recebia um pequeno salário, tinha um esquadrão particular, e também um certo título de nobreza. Na verdade, acredita-se que isso tenha sido uma forma de humilhar Napoleão, antes imperador de um vasto império, e agora governante de uma pequena ilha.

Fato interessante, porém, é que a população francesa em si continuava sendo uma grande apoiadora de Napoleão. Afinal, Luís XVIII também já havia sido retirado através da Revolução Francesa, muito também por ser ineficiente e impopular, o que também acabou se repetindo nesse novo reinado.

O governo dos 100 dias de Napoleão Bonaparte

Não aguentando mais sua vida em Elba, Napoleão Bonaparte decidiu que era hora de mudar aquela situação, e em 1815 acabou fugindo da ilha e retornando a capital francesa, onde conseguiu entrar facilmente, uma vez que os próprios soldados ainda o respeitavam bastante, forçando assim que Luís XVIII fosse obrigado a fugir, para não ser morto. Dava-se início então o governo dos 100 dias, que foi o período em que ele governou a França novamente.

De volta ao poder, Napoleão Bonaparte encontrou todos os seus inimigos muito bem organizados, tendo dividido harmoniosamente os territórios que lhe consideravam de direito, e com a chegada do antigo imperador francês, essa harmonia estava novamente em jogo.

Diferentemente de sua rapidez em atacar, que era uma característica marcante do imperador, sua intenção de não se mostrar alguém agressivo inicialmente, o fez não atacar ninguém, e ficar simplesmente esperando que seus inimigos avançassem. A França ainda tinha um exército significativo, embora todos os aliados juntos fossem realmente muito superiores.

A batalha de Waterloo

Após perceber as movimentações inimigas, Napoleão Bonaparte se viu finalmente no momento de sair para a batalha, enfrentando algumas disputas menores, até a batalha definitiva em Waterloo, ainda em 1815.

Diversos fatores naturais, como chuvas, que deixaram o solo encharcado, acabaram atrasando o início da disputa, e quando Napoleão decidiu atacar as tropas inimigas, já havia muito reforço por perto. A tropa francesa acabou sendo derrotada, sendo obrigada a recuar e voltar para a capital. Com isso, Napoleão foi deposto novamente.

O exílio em Santa Helena

Após ser deposto novamente, Napoleão Bonaparte foi condenado para um novo exílio, agora em pleno oceano atlântico, na pequena ilha vulcânica de Santa Helena. Assim como em Elba, ele tinha alguns serviçais e outras pessoas para acompanhá-lo.

Na ilha, sem saída para lugar algum, a vida do imperador deposto não era miserável, porém muito pacata e depressiva, principalmente para alguém que estava tão acostumado às batalhas e a uma vida turbulenta, como Napoleão.

Assim, o que poderia ser um repouso merecido para outros, nesse caso era um castigo tremendo, o que o deixou doente física e psicologicamente, cada vez mais afogado em sua depressão. Foi nesse exílio onde o imperador viveu durante os seus últimos seis anos de vida.

Quando e como morreu Napoleão Bonaparte?

Depois de tantos anos dedicados à guerra, ambiente ao qual já estava acostumado, Napoleão Bonaparte foi exilado, no ano de 1815, na ilha de Santa Helena. Sua saúde, que já não era das melhores a alguns meses, acabou se deteriorando pouco a pouco.

Seu psicológico também estava bastante abalado, onde os afazeres aos quais se submetia para vencer o tédio, não eram o suficientes para manter sua mente turbulenta em atividade, adquirindo assim uma depressão profunda. Sem falar, é claro, na ausência de seu filho e também esposa, que não foram levados nem para seu exílio em Elba, nem para Santa Helena.

Dentro dessas condições, até que ele conseguiu aguentar um bom tempo, vivendo seis anos inteiros na ilha, e tendo até mesmo mais um filho bastado por lá. Depois de estar quatro anos na ilha, sua saúde física acabou piorando rapidamente, e se agravando ainda mais nos anos seguintes, chegando inclusive a ser diagnosticado com um câncer estomacal. A vida de Napoleão Bonaparte chegou ao fim em 5 de maio de 1821, aos 51 anos de idade, devido exatamente ao seu câncer.