Sistema Imunológico: o que é e como funciona

Você sabe como funciona o seu sistema imunológico? Confira agora mesmo as principais características desses sistema tão complexo e importante para o pleno funcionamento do seu organismo!

O sistema imunológico é um complexo sistema de defesa presente no corpo humano. Ele possui diversos processos, células e envolve diversos órgãos do organismo.

Esse sistema de defesa protege o corpo humano de ataques externos, feitos por microrganismos ou vírus. Além disso, também é responsável pelo processo de “memória” das células.

Por ser extremamente complexo e essencial, esse sistema pode ser preservado com a implementação de uma rotina saudável de alimentação e exercícios físicos.

Portanto, é necessário entender o seu funcionamento para compreender a dimensão desse sistema no corpo humano.

Como funciona o Sistema Imunológico

sistema imunológico
O sistema imunológico envolve diversos órgãos e células do corpo humano. Reprodução: https://uploads-ssl.webflow.com/5b31097e0e3c090b38045884/5b60981d529b6bd90766f1d3_ImmuneSystem_Green4.png

O sistema imunológico, de uma forma simples e objetiva, funciona assim: quando o seu corpo entra em contato com um microrganismo (ou uma estrutura desconhecida), ele terá uma resposta de defesa.

Essa resposta envolve uma identificação dessa nova estrutura a fim de se resolver o que será feito a ela. Depois da identificação, o corpo ativará mecanismos de defesa, por meio de células, que “matarão” esse microrganismo.

Tal sistema trabalha com dois tipos de respostas: a inata e a adaptativa. A primeira se refere a uma resposta de defesa que o corpo já possui naturalmente. A segunda se refere a uma resposta que o corpo desenvolve, após o contato com outros microrganismos no passado.

Portanto, o funcionamento desse sistema é um conjunto complexo de células e processos dentro do organismo, de modo que o corpo fique protegido e não fique doente ou muito afetado.

Células do Sistema Imunológico

O sistema imunológico possui diversos tipos de células, as quais possuem suas funções específicas em determinados momentos do processo de defesa.

Essas células fazem parte do tecido sanguíneo (tecido hemacitopoiético), dentro da categoria dos Leucócitos. Os leucócitos, também chamados de glóbulos brancos, possuem a função básica de defesa do corpo.

Essas células são:

  • Neutrófilos: são responsáveis pela identificação primária de microrganismos. Não fagocitam (“comem” ou “matam”) microrganismos, mas auxiliam na defesa ao se estabelecerem em um substrato (uma superfície do corpo).
  • Eosinófilos: apesar de não serem abundantes no corpo humano, são responsáveis pela defesa contra parasitas e infecções.
  • Basófilos: são células volumosas responsáveis pela liberação de duas substâncias: a histamina e heparina. A primeira substância atua na vasodilatação durante alergias, e a segunda atua com sua ação anticoagulante.
  • Linfócitos: são células esféricas que se distinguem em dois tipos: Linfócitos B e T. O primeiro tipo é responsável pela liberação de anticorpos. Já o segundo tipo é  responsável por reconhecer antígenos (substâncias estranhas).
  • Monócitos: são células que se diferenciam (transformam) em macrófagos, responsáveis por atacar substâncias estranhas ao organismo.

Antígenos e Anticorpos

Antígenos e anticorpos são nomes que, com frequência, são citados quando se fala em sistema imunológico.

Por isso, é necessário entender a conceituação desses nomes, a fim de compreender os processos que ocorrem no sistema imunológico.

Antígenos

Antígeno é todo tipo de substância que, quando entra em contato com o organismo, induz a produção de anticorpos. 

Um antígeno pode ser uma proteína, um polissacarídeo, que são moléculas presentes em bactérias, fungos, vírus, toxinas, dentre outras estruturas.

Pode-se pensar no antígeno como uma substância desconhecida ou estranha, que entrará em contato com o organismo e induzirá diversos processos no sistema imunológico.

Anticorpos

Também chamados de imunoglobulinas, os anticorpos são estruturas glicoproteicas produzidas pelos Linfócitos B, um tipo de Leucócito (glóbulo branco).

Os anticorpos são os responsáveis pela defesa do organismo, visto que se ligam aos antígenos (substâncias desconhecidas) e os atacam de forma direta ou pela ativação do sistema de complemento.

Os anticorpos, em suas estruturas, possuem um formato de Y. Existem, basicamente, cinco tipos de anticorpos, que são representados pelo termo Ig, que é uma abreviação de imunoglobulina.

  • IgG: esse é tipo de anticorpo mais abundante no organismo. São responsáveis pela proteção do feto.
  • IgM: são os anticorpos de resposta primária, ou seja, os primeiros a entrarem em contato com um patógeno.
  • IgE: é um tipo de anticorpo encontrado em baixas concentrações no corpo. Responsável pelo controle de reações alérgicas.
  • IgD: esse anticorpo é responsável pela diferenciação do Linfócito B em outras estruturas.
  • IgA: é o tipo de anticorpo encontrado em substâncias secretadas pelo corpo, como a saliva e suor.

Imunidade Inata e Imunidade Adaptativa

sistema imune, proteção
O sistema imunológico age de diversas formas. Reprodução: http://i.huffpost.com/gen/3479140/images/o-IMMUNE-SYSTEM-facebook.jpg

Todo processo imune envolve duas etapas básicas: primeiro, o reconhecimento do patógeno ou qualquer outra substância desconhecida; segundo, a construção de uma reação responsável pela eliminação da substância estranha.

A partir disso, conclui-se que existem dois tipo de imunidade: a inata (ou não adaptativa) e a adaptativa. Esses dois tipos de imunidade estão presentes no organismo e são essenciais para o sistema imune.

Imunidade Inata

A imunidade inata é aquela primária e que o organismo naturalmente possui. Ela é a responsável pela inibição da entrada de patógenos e substâncias estranhas ao organismo.

Existem dois subgrupos gerais da imunidade inata:

  • Agentes e barreiras de defesa: essa é uma defesa básica presente no organismo. A pele, a microbiota, ácidos, enfim, diversas substâncias que o próprio corpo produz ou possui auxiliam na defesa.
  • Agentes celulares e químicos: essa defesa envolve processos químicos e biológicos no organismo. Ela se refere a processos como fagocitose, inflamações, produções de enzimas, etc.

Imunidade Adaptativa

A imunidade adaptativa é aquela que se relaciona com as “células de memória“. Isso significa que este tipo de imunidade trabalha com a especificidade de determinados patógenos.

Na prática, a imunidade adaptativa impede com que o organismo seja infectado mais uma vez por um mesmo microrganismo ou substância específicos.

Desse modo, essa imunidade é essencial para a manutenção da saúde imunológica, que, após o desenvolvimento de uma memória, pode ficar intacta ou sofrer com consequências brandas de uma doença.

Existem dois tipos básicos de imunidade adaptativa:

  • Resposta imune humoral: essa resposta é relacionada à produção de anticorpos feita pelo Linfócito B.
  • Resposta imune celular: é relacionada à produção de linfócitos T citotóxicos do Linfócito T. Essa resposta é responsável pela eliminação efetiva de microrganismos e substâncias e induz a memória das células.

Imunização Ativa e Passiva

Vacinoterapia (Ativa)

A vacinoterapia é um tipo de tratamento que ocorre por meio da vacinação. A vacina, que é um processo de imunização passiva, é considerada bem sucedida por satisfazer dois aspectos: a memória e especificidade.

Ela possui um caráter profilático, ou seja, preventivo. Isso significa que a vacina é tomada para que haja uma indução de proteção contra patógenos sem que haja contaminação e desenvolvimento de doenças.

O processo de produção da vacina ocorre a partir da alteração do patógeno ou de suas toxinas e substâncias de modo que esses elementos se tornem inofensivos ao corpo humano sem perder o caráter antígeno.

Desse modo, quando a vacina é aplicada, o corpo identifica o antígeno enfraquecido, e passa por todo o processo de defesa e memória. Se o determinado microrganismo ou substância entrar em contato com o corpo novamente, já existirá uma resposta pronta contra as toxinas e ações do antígeno.

Soroterapia (Passiva)

A soroterapia é um tipo de tratamento que ocorre por meio do uso de soros. O soro é uma substância que contém anticorpos prontos para um determinado patógeno.

Esse tratamento, também chamado de imunização passiva, ocorre pela injeção de um soro (ou anticorpos/imunoglobulinas) vindo de um doador imune para um indivíduo que não é imune.

Na prática, isso significa que o organismo de quem não foi infectado irá receber os anticorpos e substâncias prontas para “atacarem” antígenos e substâncias desconhecidas.

 

 

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