Melhores séries LGBTQIA+ na Netflix

Representatividade importa. Que tal saber as melhores séries da Netflix que retratam pessoas LGBTQIA+?

Antes de saber quais são as melhores séries LGBTQIA+ da Netflix, que tal uma breve indagação? A arte imita a vida ou a vida imita a arte? Esse tem sido um grande questionamento ao longo da história, que fez muita gente gastar o seu tempo tentando entender de maneira precisa como se dá essa relação.

No entanto, isso de fato não importa, porque sabemos que independente de quem imita quem, sempre há muito o que aprender. Não somente aprender, mas se divertir também. Ao assistir séries LGBTQIA+, há motivos para sofrer, chorar, se alegrar, dar gargalhadas e viver todo um oceano de sentimentos.

Será que representatividade importa mesmo?

No seu livro Pequeno Manual Antirracista, a filósofa Djamila Ribeiro traça uma série de estratégias para a luta contra o racismo. Muito do que ela diz pode ser aplicado a outras pessoas marginalizadas como é o caso da comunidade LGBTQIA+. A filósofa fala muito sobre a importância da representatividade.

Quantas pessoas LGBTQIA+ você conhece? Quantas pessoas LGBTQIA+ há no seu ambiente de trabalho ou faculdade? Quantos filmes você já assistiu que representam a população LGBTQIA+?  Quantas novelas e séries LGBTQIA+ você já parou para ver? Quantos livros você já leu de autores e autoras LGBTQIA+ ou que representava essa população?

Tantas perguntas podem assustar porque geralmente não nos  colocam a pensar sobre elas. Mas pensar sobre elas é essencial para que possamos construir uma sociedade mais igualitária, o que pode parecer distante da realidade.

No entanto, questionar a representatividade é essencial para a elaboração de estratégias que colaborem, para a superação dessa realidade que contribui com a perpetuação das desigualdades para as pessoas LGBTQIA+.

Quais vidas são possíveis para pessoas LGBTQIA+?

Pode parecer bobagem para alguns sujeitos questionar a representatividade de pessoas LGBTQIA+. No entanto, não é. Quando se questiona sobre representatividade, o que é indagado é sobre a maneira como as pessoas vão imaginar a vida de pessoas LGBTQIA+.

Se não há narrativas que envolvam pessoas LGBTQIA+, o imaginário popular pode ficar refém de histórias estereotipadas.  Sendo que não há muito espaço ocupado pela comunidade LGBTQIA+, suas vidas e histórias não são conhecidas.

Quando há séries LGBTQIA+, as pessoas que estão de fora da comunidade LGBTQIA+ têm a oportunidade de entrar no universo dessa comunidade e conhecer mais de perto um pouco da realidade de pessoas de dentro.

O entretenimento pode educar

O entretenimento tem um caráter lúdico. No entanto, ele também pode ter um grande poder educativo. Ele pode contribuir para a reparação histórica das injustiças cometidas contra pessoas LGBTQIA+.

Na contemporaneidade, os entretenimentos audiovisuais têm um peso muito significativo no cotidiano das pessoas. Haja vista que muitos livros receberam adaptações para o cinema e séries. Há uma lista enorme deles.  As narrativas audiovisuais parecem mais atraentes do que os antigos livros de papel.

Tendo esse contexto, é possível perceber o quão vitais são as séries LGBTQIA+. No entanto, não basta representar, é preciso representar bem. É necessário as narrativas irem além das visões estereotipadas possibilitando uma visão mais sensível da comunidade LGBTQIA+ a quem assiste.

Séries LGBTQIA+ na Netflix

Agora vamos ao tão aguardado momento em que as melhores séries LGBTQIA+ serão listadas e comentadas. Bora lá?

6 pessoas olhando para um ponto fixo e desconhecido em uma floresta
Reprodução https://ew.com/recap/sense8-season-2-episode-8/

Pose

A série se passa no final da década de 1980, quando o vírus HIV estava em alta, por isso a população LGBTQIA+ era ainda mais estigmatizada. Algumas pessoas, principalmente as mais religiosas, viam o vírus HIV como sendo uma praga, uma punição divina direcionada à população LGBTQIA+. Tudo isso favorecia que as pessoas LGBTQIA+ vivessem à margem da sociedade.

Nesse contexto, poucos trabalhos restavam para essa população.  A série retrata a vida principalmente de mulheres trans negras e homens gays negros. É possível ver a aflição de mulheres trans trabalhando como profissionais do sexo.

Há também um jovem que é expulso de casa porque o pai descobre que ele é gay. Seu nome é Damon e ele passa a viver em situação de rua. No entanto, ele é acolhido pela mulher trans Blanca na casa dela. É muito boa a relação familiar que os personagens desenvolvem. Porque ela passa a ser uma mãe para ele.

Há espaço para alegria

Blanca acolhe várias outras pessoas em sua casa também. A hospitalidade e a amizade são duas características vibrantes na série. O que é possível ver nessa produção é que a vida das pessoas LGBTQIA+ não é marcada apenas pela dor. Há bastante espaço para alegria, apesar de todo preconceito.

Na série, há os divertidos bailes em que as pessoas podem desfilar e ganhar troféus. Além disso, a série lança um olhar humanizador sobre pessoas soropositivas. Ainda é possível ter muita vida mesmo com o vírus HIV. É necessário destacar a disposição para ser uma família não romântica.

A série nos faz questionar: quais são os relacionamentos que realmente importam? Será que é a família em que nascemos? E se ela nos abandonar? Será que é o casamento? E se o divórcio vier? Mas, na contramão dessas visões, Pose mostra que os laços que realmente importam são aqueles em que há cuidado e comprometimento mútuos. Isso pode muito bem ocorrer em amizades.

É válido mencionar que a série conta com o maior elenco de pessoas trans de toda a história. Isso evidencia porque é uma boa série para se começar. Mas é lógico que a série é muito mais surpreendente do que foi descrito até aqui. Por isso ,não vamos mais entrar em detalhes. Mas, você pode conferir lá na Netflix a primeira temporada.

AJ and the Queen

Muitos estereótipos circundam as pessoas LGBTQIA+. No entanto, nada que boas narrativas não possam contra-atacar e mostrar que os estereótipos estão absolutamente errados. Uma dessas ideias erradas diz respeito a pessoas LGBTQIA+ e as crianças. Muitas narrativas são difundidas a fim de mostrar que a comunidade LGBTQIA+ quer perverter as crianças, mas isso não é verdade.

A segunda série LGBTQIA+ é a apaixonante AJ and the Queen. Conta  a história de Ruby Red, uma drag queen que precisa percorrer o país para cumprir com seus shows, pouco tempo depois de ter sido enganada pelo seu namorado e ver todos os seus sonhos ruírem.

Sem querer ela acaba levando garota AJ no seu trailer. É muito agradável ver como o relacionamento delas se desenvolve. No entanto, isso não acontece de maneira fácil. Essa é uma narrativa que tem um forte poder de desmistificar a relação de pessoas LGBTQIA+ com crianças.

Special

Outra série LGBTQIA+ que vale muito a pena ver na Netflix é Special.  Poderia ser só mais uma história de um homem gay. No entanto, ela é mais do que isso. Como se não bastasse sofrer os temores de ser gay, o protagonista Ryan precisa lidar com uma leve paralisia cerebral.

A série é muito engraçada e conta a história desse homem que tenta correr atrás dos seus sonhos, mas se percebe muito prejudicado pelo seu problema de saúde. A série é baseada em um livro de memórias de Ryan O’Conell que interpreta a si mesmo, além de estar por trás da produção executiva.

O protagonista se esforça para levar uma vida normal. Porém, ele conta com algumas limitações físicas, sobre as quais ele não deseja falar com outras pessoas. É como se se ele estivesse preso em mais um armário. A série se desenvolve de maneira cômica e atraente.

Quem acompanha as aventuras de Ryan se vê torcendo para que ele consiga superar seus obstáculos e não tenha medo de ser quem ele é. Porque, de fato, a vida dele conta com alguns desafios singulares e quem assiste quer ver ele superando seus obstáculos.

Sense 8

Com apenas duas temporadas, uma série LGBTQIA+ que deixou muita gente órfã foi Sense 8. Ela narra a história de 8 pessoas que nasceram no mesmo dia e são cada um de uma cultura distinta. Essas pessoas conseguem se conectar mentalmente e ter acesso às habilidades umas das outras.  Além disso, elas são atormentadas pela visão de uma mulher e são caçados pelas suas habilidades.

A série trouxe uma mulher trans que se relaciona com uma ativista dos direitos LGBTQIA+. Além de um ator que tudo indicava que era apenas gay.  No desenvolvimento da série, cada personagem vai se descobrindo e se abrindo para novas experiências. Os personagens se revela pansexuais no desenvolvimento da série. A série teve um grande impacto no imaginário social.

Crônicas de San Francisco

Muito celebrada é a série LGBTQIA+  Crônicas de San Fracisco. Mas o que ela tem de tão bom assim? Vejamos. É porque a série é baseada numa série de livros muito famosa que ganhou nove volumes publicados durante o período de 1974 a 2014.

O enredo conta a história de Mary Ann, que depois de 20 anos morando distante,  volta para a cidade onde viveu por muito tempo, a saber, São Francisco. Quando ela saiu, ela deixou o marido e a filha para seguir a sua carreira. No entanto, há segredos que não foram revelados e a narrativa explora a casa onde ela viveu que sempre foi uma espécie de lugar seguro para pessoas LGBTQIA+.

Há várias outras séries LFBTQIA+ na Netflix, mas essas são as melhores para se começar. Divirta-se!

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