Fibrose cística: sintomas, causas e tratamento

Poucas pessoas realmente entendem o que é a Fibrose Cística. Por isso, nesse post, iremos aprender suas principais características, entendemos os tsintomas, causas e tratamentos disponíveis!

De acordo com o Registro Brasileiro de Fibrose Cística (REBRAFC) feito em 2017, foram registrados exatamente quatrocentos e setenta e quatro novos casos de Fibrose Cística no país.

O panorama mostrado pelo Grupo Brasileiro de Estudos em Fibrose Cística, nesse estudo feito em 2017, revela que, na última década, o número de casos dessa doença tem aumentado consideravelmente, visto que há mais de 3.000 brasileiros com essa doença.

A partir dessas informações, percebe-se que a Fibrose Cística tem mostrado uma relevância nos últimos anos, e necessita ser discutida nos ambientes de saúde.

Isso mostra a necessidade de conhecermos mais sobre essa condição, que tem afetado a vida de milhares de brasileiros diagnosticados e não diagnosticados.

O que é Fibrose Cística?

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Os pulmões são um dos órgãos mais afetados pelos mucos espessos. Reprodução: https://www.scientificanimations.com/mini-guts-treating-cystic-fibrosis/

Também conhecida como Mucoviscidose, a Fibrose Cística é uma condição genética capaz de afetar os sistemas respiratória e digestivo.

Essa condição afeta principalmente o pâncreas, intestino, fígado e pulmões, uma vez que o muco, decorrente da doença, obstrui esses órgãos.

Em um corpo saudável, as células e tecidos produzem lubrificantes (tipos de “óleos”), os quais ajudam na fluidez dos órgãos e sistemas, o que facilita na prevenção de infecções e complicações de saúde.

Quando um indivíduo possui a condição genética em questão, esses lubrificantes tornam-se mais espessos, o que afeta a circulação de fluidos no corpo.

Assim, com esses canais obstruídos por esse muco espesso, diversos órgãos têm suas funções prejudicadas, prejudicando a saúda do indivíduo.

Quais são os sintomas da Fibrose Cística?

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O pâncreas é um órgão muito afetado pela Fibrose Cística, o que influencia no funcionamento de todo o trato digestório. Reprodução: https://schedule.sxsw.com/2015/events/event_IAP36516

Os sintomas relacionados à Fibrose Cística variam de acordo com o paciente, suas características e a gravidade da condição em seu organismo.

Além disso, é importante notar que essas características podem ser apresentadas em diversos estágios da vida, podendo ser visíveis na infância, puberdade ou somente na vida adulta.

De uma maneira geral, a Fibrose causa problemas de dois tipos: respiratórios e digestórios. Esses impasses estão sempre relacionados a glândulas e problemas de muco.

Problemas Respiratórios

O muco espesso associado à fibrose bloqueia passagens importantes relacionados ao pulmão. Por isso, os sintomas a seguir são muito comuns:

  • Infecções pulmonares recorrentes;
  • Nariz entupido;
  • Respiração mais breve, especialmente quando se está em movimento;
  • Uma tosse persistente com muco;
  • Sinusite;

Problemas Digestórios

O muco não somente afeta as passagens do sistema respiratório, mas também as passagens do sistema digestório.  Essa obstrução de passagens afeta na distribuição de enzimas e nutrientes importantes para todo o sistema. Os sintomas a seguir são os mais comuns:

  • Constipação ou diarreia crônica;
  • Náusea;
  • Perda de apetite;
  • Dificuldade para ganhar peso (no caso de crianças);
  • Crescimento lento (no caso de crianças);
  • Abdômen inchado;

Qual é a causa da Fibrose Cística?

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O gene CFTR, quando afetado, causa a Fibrose Cística, a qual influencia no funcionamento dos sistemas respiratório e digestivo. Reprodução: https://phys.org/news/2017-07-gene-therapy-dogs-muscle-dystrophy.html

A causa da Fibrose Cística está na alteração de um gene, chamado Cystic Fibrosis Transmembrane Regulator (Regulador de Fibrose Cística Transmembrana), ou  gene CFTR.

Quando este gene é alterado, ocorre um desequilíbrio na concentração de cloro e sódio nas células produtoras de secreção do corpo, o que, por consequência, afeta as glândulas exócrinas.

Por causa do aumento da concentração daqueles íons, o suor e a saliva ficam mais salgados. Por isso que essa condição também é chamada de “doença do beijo salgado”.

Essa doença não pode ser adquirida, visto que é de origem genética. Portanto, tanto o pai quanto a mãe precisam carregar os genes (mesmo que não apresentem os sintomas) e “passar” para os filhos, que, para apresentarem sintomas, precisam ter duas cópias do gene CFTR.

Como é o diagnóstico da Fibrose Cística?

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O diagnóstico de Fibrose Cística é variado, variando de testes em recém-nascidos a testes genéticos precisos.

O diagnóstico da Fibrose Cística pode ser feito de diversas maneiras. Há opções mais abrangentes, que podem envolver uma série de condições, e há outras que são mais específicas, quando se há suspeita dessa doença.

Há três formas de diagnóstico:

  • Teste genético: o teste genético, certamente, é o mais preciso para o diagnóstico. Isso porque ele irá identificar os genes alterados responsáveis pelo desenvolvimento dessa doença. Esse teste é feito com pessoas que já possuem a suspeita, a fim de orientar o paciente e família a respeito dos procedimentos corretos.
  • Teste do suor: esse teste é feito a partir da coleta do suor. Ele irá avaliar a concentração da cloro (em forma de cloreto), que, se estiver do acima do normal (60 mEq/L, em média), é um bom indicativo de fibrose.
  • Triagem neonatal: também conhecida como “teste do pezinho”, a triagem é feita a partir da coleta de algumas gotas de sangue do calcanhar do bebê recém-nascido. Mesmo não sendo definitivo para o diagnóstico da doença, esse teste auxilia na acompanhamento do quadro do bebê, que poderá fazer outros testes para a confirmação da existência da doença.

Quais são os tratamentos para a Fibrose Cística?

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Existem muitos tratamentos disponíveis para a Fibrose Cística, como o uso de medicamentos antibióticos.

O tratamento da Fibrose Cística vai variar segundo a gravidade da doença e de que maneira os órgãos do paciente foram afetados. Assim, o tratamento se revela como um conjunto complexo e coordenado de ações tomadas pelo paciente e pela equipe de saúde.

O tratamento da doença envolve eixos que vão além do uso de medicamentos, uma vez que deve existir uma integração entre o estilo de vida do paciente e as práticas terapêuticas necessárias.

Portanto, atividades físicas regulares é essencial, a fim de que o organismo se mantenha saudável. Uma prática muito comum é a terapia respiratória, que auxilia na promoção de bem-estar da respiração do paciente.

Quanto à alimentação, esta deve ser rica em nutrientes e proteínas, visto que o excesso de muco em regiões de circulação afeta a absorção de componentes essenciais ao corpo.

Por fim, é necessário identificar os remédios que são mais comumente usados. Há três tipos de medicamentos mais usados:

  • Inalatórios: geralmente, são broncodilatadores, mucolíticos e soluções salinas.
  • Orais: geralmente, anti-inflamatórios, enzimas pancreáticas e suplementos nutricionais são administrados ao paciente.
  • Antibióticos: este grupo de medicamentos são muito usados em casos de infecções ou internações.

Qualidade de Vida

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Pessoas com fibrose cística, hoje, podem viver com qualidade de vida mediante os tratamentos disponíveis.

Apesar de não existir uma cura para a Fibrose Cística, certamente há qualidade de vida para os pacientes acompanhados por uma equipe de profissionais da saúde.

Por meio de medidas que visam a promoção do bem-estar e de uma vida saudável, uma pessoa com tal condição pode viver bem durante a vida.

Dessa maneira, fica evidente a necessidade de conscientização a respeito dessa doença, a fim de que diagnósticos possam ser feito com antecedência e mais pessoas possam desfrutar de tratamentos efetivos que avaliem suas condições e promovam saúde.

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